Bug em Firefox pode levar ao roubo de dados

25 01 2008

A Fundação Mozilla confirmou uma falha em seu navegador Firefox que possibilitaria que hackers roubassem informações confidenciais do computador de seus usuários.

Segundo o site heise Security, a vulnerabilidade poderia ser explorada através de sites maliciosos voltados para o problema, e já foi demonstrada em blogs hackers.

O hiredhacker.com explica que para que a falha seja explorada a vítima precisa ter instalada ao menos uma extensão (complemento que acrescenta funções ao navegador) que não guarde seu conteúdo em um arquivo JAR.

Como exemplos, a Mozilla cita as extensões Download Statusbar e Greasemonkey, que não são as únicas. Contudo, os responsáveis pela Download Statusbar já resolveram o problema relançando o pacote em um arquivo .jar (Java).

A vulnerabilidade no pacote chrome (de interface) utilizado pelo Firefox, permite que um hacker obtenha acesso a outras áreas de um computador, conforme noticiou o site The Register.

Através deste defeito, o hacker poderia carregar imagens, scripts ou folhas de estilo e, incapaz de reconhecer caracteres codificados como %2e%2e%2f (../) nestas URLs, o navegador falharia na filtragem, abrindo margem para acesso e leitura de arquivos pessoais.

Uma entrada no Bugzilla, sistema em que são cadastradas falhas do software da Fundação, mostra que a vulnerabilidade é considerada de baixo risco, e uma solução estará disponível no mecanismo de renderização 1.8.1.12, ainda sem data prevista de lançamento. Atualmente, o navegador utiliza a versão 1.8.1.11.

Fonte: Geek





WinXP SP3 RC Refresh 2 liberado para os beta-testers

25 01 2008

 A Microsoft disponibilizou para os beta-testers o Release Candidate Refresh 2 do Windows XP Service Pack 3 (Build 3282).

O Windows XP SP3 contém todas as atualizações lançadas anteriormente para o sistema operacional e inclui um pequeno número de novos recursos e funcionalidades.

Entre elas estão o Network Access Protection (NAP), um novo modelo de ativação do Windows em que o usuário não precisa digitar a chave no momento da instalação, detecção de “Black Hole Router” (o Windows XP SP3 pode detectar e proteger contra roteadores que estão descartando dados) e o novo Microsoft Kernel Mode Cryptographic Module.

A versão final tem lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2008.

Fonte: Baboo





O comando nohup

25 01 2008

Essa é uma dica simples e rápida, mas que me quebrou um galho (ou seria árvore?) um dia desses. Eu precisava deixar um comando rodando num servidor remoto, porém não continuaria conectado via ssh neste. Ao executar o comando passando o famoso “&” no final da linha o terminal ficava livre, mas ao deslogar do terminal o comando recebia um sinal de hangup e “morria”.

Enfim, pra rodar um comando em background e fazer com que o mesmo fique imune a sinais de hangup, usa-se o comando nohup.

Exemplo de uso:

# nohup ./comando_que_vai_demorar &

A saída do comando será gravada no arquivo nohup.out, que será criado no diretório corrente (onde o comando foi executado). Agora você pode desconectar do terminal remoto e ir pra casa tranquilo. Simples assim!

Fonte: Viva O Linux

Publicado por Fábio Berbert de Paula
Homepage: www.masterdev.com.br




Trojan de MSN muda idioma de acordo com vítima

25 01 2008

Um novo vírus para Windows XP foi encontrado na rede de mensagens instantâneas da Microsoft, Windows Live Messenger (anteriormente conhecido como MSN Messenger), e tem como principal característica a de mudar sua abordagem de acordo com o idioma da possível vítima.

O Channel Register informou que o IRCBOT-RB tenta enganar o usuário com a técnica clássica de envio de mensagens com links que levariam para supostas fotos de sites de redes sociais como MySpace e Facebook. No texto, um convite pergunta se o usuário quer ver as fotos antes que elas sejam enviadas para o Facebook.

Ao clicar no link, o usuário incauto é levado para sites maliciosos que tentam explorar falhas e baixar novos malwares, que colocam o sistema infectado à disposição de uma rede. A diferença desta nova praga é a capacidade de se modificar de acordo com a linguagem do sistema operacional afetado, um fator extra que seria capaz de convencer alguns usuários a caírem na armadilha.

Segundo a Trend Micro, o trojan abre uma imagem quando se instala corretamente, mostrando uma foto distorcida de um rosto, provavelmente tirada com uma webcam, com o título de janela “don´t laugh, haha!!” (em português “não ria, haha !!”).

Recomenda-se a qualquer usuário não cair na tentação de clicar em links suspeitos distribuídos em qualquer rede de mensagem instantânea, a menos que se tenha certeza da origem, e também suspeitar de mensagens que se refiram a redes sociais online.

Fonte: Geek





VAs, Watts, fator de potência e PFC

25 01 2008

Como bem sabemos, o consumo elétrico do PC é medido em watts/hora, que se acumulam ao longo do mês, formando os kilowatts-hora que pagamos na conta de luz. Além do consumo em watts temos também o consumo aparente, medido em VA e o fator de potência, que indica a diferença entre os dois. Como se não bastasse, temos também o PFC, um circuito adicional usado para corrigir a diferença. Se você não sabe explicar a diferença entre watts e VA, e não sabe o qual e a diferença entre uma fonte de alimentação com e sem PFC, esta dica é para você.

Ao comprar um estabilizador ou um nobreak, a capacidade é sempre informada em VA (Volt-Ampere) e não em watts. Em teoria, um nobreak ou estabilizador de 600 VA seria capaz de suportar uma carga de 600 watts, mas na prática ele acaba mal conseguindo manter um PC que consome 400. Se você realmente ligasse um PC que consumisse 600 watts, ele desligaria (ou queimaria!) quase que instantaneamente.
Essa diferença ocorre por que a capacidade em VA é igual ao fornecimento em watts apenas em situações onde são ligados dispositivos com carga 100% resistiva, como é o caso de lâmpadas e aquecedores. Sempre que são incluídos componentes indutivos ou capacitivos, como no caso dos PCs e aparelhos eletrônicos em geral, a capacidade em watts é calculada multiplicando a capacidade em VA pelo fator de potência da carga, sendo que a maioria das fontes de alimentação trabalha com fator de potência de 0.65 ou 0.7.

Isso significa que um estabilizador de 600 VA suportaria, em teoria, um PC que consumisse 400 watts, utilizando uma fonte de alimentação com fator de potência de 0.65.

Como é sempre bom trabalhar com uma boa margem de segurança, uma boa regra para calcular a capacidade “real” em watts é dividir a capacidade em VA por 2. Assim, um nobreak de 600 VA suportaria um PC com consumo total de 300 watts com uma boa margem.

É importante não confundir “fator de potência” com “eficiência”, que é outra coisa completamente diferente. O fator de potência é simplesmente a diferença entre o consumo aparente (em VA) e o consumo real (em watts), enquanto a eficiência indica a percentagem de energia que é desperdiçada pela fonte na forma de calor. Uma fonte com eficiência de 66% desperdiça 1 watts de energia para cada 2 watts consumidos pelo PC, enquanto uma fonte com 80% de eficiência desperdiça apenas 1 watts para cada 4 watts consumidos.

De alguns anos para cá, estamos assistindo à popularização das fontes de alimentação com PFC (“Power Factor Correction”, ou “fator de correção de potência”) que reduz a diferença, fazendo com que o fator de potência seja mais próximo de 1. Na verdade, é impossível que uma fonte trabalhe com fator de potência “1″, mas muitas fontes com PFC ativo chegam muito perto disso, oferecendo um fator de potência de 0.99.

Usar uma fonte de alimentação com PFC ativo oferece diversas vantagens. A primeira é que o consumo em VA fica muito próximo do consumo real, em watts, de forma que você não precisa mais superdimensionar a capacidade do nobreak ou do estabilizador.

A segunda é que as fontes com PFC são mais eficientes, ou seja, desperdiçam menos energia na forma de calor. A maioria das fontes genéricas, sem PCF, trabalham com uma eficiência de 70%, 65% ou, em muitos casos, até mesmo 60%. Isso significa que para cada 100 watts consumidos, a fonte fornece apenas 60, 65 ou 70 watts para o PC, o que é um grande desperdício. As fontes com PFC ativo trabalham, na maioria dos casos, com 80% de eficiência, com muitos modelos atingindo os 85%, o que representa uma economia significativa na conta de luz.

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Um PC cujos componentes internos consumam 200 watts em média (sem contar o monitor, já que ele não é alimentado pela fonte de alimentação), acabaria consumindo 307 watts se usada uma fonte com 65% de eficiência. Ao mudar para uma fonte com 80% de eficiência, o consumo cairia para apenas 250 watts, o que, em um PC que fique ligado 12 horas por dia, representaria uma economia anual de 102 reais. O menor consumo também aumenta a autonomia do nobreak, já que, com menos carga, as baterias durarão mais tempo. Isso pode levar a outras economias, já que reduz a necessidade de usar baterias externas, ou de usar um nobreak de maior capacidade.

Vamos então a uma explicação um pouco mais aprofundada sobre o PFC:

Como bem sabemos, a rede elétrica utiliza corrente alternada, que opera a uma freqüência de 60 Hz (50 Hz em muitos países da Europa). A fonte tem a função de transformar a corrente alternada em corrente contínua e entregá-la aos componentes do PC. Além da energia realmente consumida pelo equipamento, medida em watts (chamada de potência real), temos a potência reativa (medida em VA), que é exigida pela fonte no início de cada ciclo e rapidamente devolvida ao sistema, repetidamente. Uma fonte que trabalhe com um fator de potência de 0.65, pode consumir 200 watts de potência real e mais 100 de potência reativa, totalizando 300 VA.

Alguns tipos de aparelho, como por exemplo algumas lâmpadas de emergência baratas chegam a trabalhar com um fator de potência de 0.12 ou 0.15, ou seja, possuem um consumo em VA até 7 vezes maior do que o consumo real, em watts!

A rede elétrica (ou o nobreak ou estabilizador onde o micro está ligado) precisa ser dimensionado para oferecer a soma da potência real e da potência reativa, por isso seria necessário usar um nobreak de no mínimo 300 VA para alimentar o PC do exemplo anterior, mesmo que na verdade ele consuma apenas 200 watts.

Naturalmente, o vai e vem de corrente causada pela potência reativa causa uma grande perda de energia, parte dela dentro da própria fonte (o que reduz sua eficiência e aumenta o aquecimento) e parte dela nos demais pontos da rede elétrica, que causam prejuízos para a empresa responsável pela geração e transmissão.

O PFC é um circuito adicional, colocado entre a rede elétrica e os demais circuitos da fonte, que tem a função de reduzir a potência reativa, minimizando o problema. Existem dois tipos de circuitos de PFC: passivos e ativos. Os circuitos de PC passivos são os mais simples, compostos basicamente por um conjunto adicional de capacitores e podem ser encontrados até mesmo em algumas fontes baratas. Ela melhora o fator de potência da fonte, elevando-o para até 80 ou 85%, mas não faz muito com relação à eficiência da fonte, que continua sendo baixa. Normalmente, as fontes de alimentação que utilizam PFC passivo trabalham com 65% ou 70% de eficiência, não muito diferente das fontes sem PFC.

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Os circuitos de PC ativos, por sua vez, são compostos por componentes eletrônicos e são encontrados exclusivamente nas fontes mais caras. Eles elevam o fator de potência para 95 ou até mesmo 99% e também ajudam a melhorar a eficiência da fonte. Salvo pouca exceções, todas as fontes com 75% de eficiência ou mais utilizam PFC ativo. A presença do PFC ativo é sempre uma informação divulgada à exaustão pelos fabricantes (veja um exemplo na foto a seguir), por isso se a fonte não traz a informação estampada em algum lugar visível nas especificações, você pode ter certeza de que trata-se de uma fonte com PFC passivo, ou sem PFC.

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Menção do uso do circuito de PFC ativo nas especificações da fonte

Fonte: Guia do Hardware





Avaya lidera telefonia IP corporativa

23 01 2008

A Avaya aumentou sua liderança mundial em receita proveniente de telefonia IP corporativa, de acordo com o 3Q 2007 Enterprise Voice Market Shares Report, relatório feito pelo Sinergy Research Group.

A empresa liderou com 28% do mercado de Telefonia IP, o que a posiciona como fornecedora número 1 no segmento, pelo terceiro trimestre consecutivo.

O market share da Avaya ficou quase dois pontos percentuais acima de seu concorrente mais próximo, Cisco, seguido de Nortel e Alcatel-Lucent.





Microsoft anuncia compra de empresa de virtualização

22 01 2008

A Microsoft se reforçou no setor de tecnologia de virtualização, crucial para as redes corporativas, com a compra da empresa Calista, iniciando assim uma batalha com a líder do mercado, VMware.

A Microsoft anunciou a compra da Calista na segunda-feira, sem divulgar o valor, assim como um acordo de colaboração com a Citrix, outra empresa do setor.

A tecnologia de virtualização permite criar imagens virtuais de computadores físicos, o que multiplica o uso dos micros.

Desta maneira, é possível instalar em um mesmo computador ou servidor muitas máquinas virtuais, cada uma delas com um sistema operacional diferente, como por exemplo MacOS, da Apple, e Vista e Windows XP, da Microsoft.

A Calista, que tem 35 funcionários, é especializada na virtualização de postos de trabalho, que podem ser administrados a distância.

A Microsoft ainda não comercializa sua tecnologia de virtualização, batizada de HyperV, anunciada para este ano.

Fonte: Folha Online





Como exibir e transferir as funções FSMO no Windows Server 2003

22 01 2008

ID do artigo : 324801
Última revisão : segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Revisão : 9.3

Sumário
Este artigo descreve como transferir funções FSMO (Flexible Single Master Operations – também conhecidas como funções mestre de operações) usando as ferramentas do snap-in Active Directory no Console de gerenciamento da Microsoft (MMC) no Windows Server 2003.

Funções FSMO
Em uma floresta, existem pelo menos cinco funções FSMO atribuídas a um ou mais controladores de domínio. As cinco funções FSMO são: • Mestre de esquema: O controlador de domínio do mestre de esquemas controla todas as atualizações e modificações para o esquema. Para atualizar o esquema de uma floresta, é necessário ter acesso ao mestre de esquema. Pode existir apenas um mestre de esquema em toda a floresta.
• Mestre de nomeação de domínio: O controlador de domínio do mestre de nomeação de domínio controla a adição ou remoção de domínios na floresta. Pode existir apenas um mestre de nomeação de domínio em toda a floresta.
• Mestre de infra-estrutura: A infra-estrutura é responsável pela atualização de referências de objetos em seu domínio para objetos em outros domínios. Em qualquer momento, pode haver apenas um controlador de domínio agindo como mestre de infra-estrutura em cada domínio.
• Mestre de RID (Identificação relativa): O mestre de RID é responsável pelo processamento das solicitações de pool de RID de todos os controladores de domínio em um domínio específico. Em qualquer momento, pode haver apenas um controlador de domínio agindo como mestre de RID no domínio.
• Emulador PDC: O emulador PDC é um controlador de domínio que se anuncia como o controlador de domínio primário (PDC) para estações de trabalho, servidores membros e controladores de domínio que executam versões mais antigas do Windows. Por exemplo, se o domínio contiver computadores que não estão executando um software cliente do Microsoft Windows XP Professional ou Microsoft Windows 2000, ou se contiver controladores de domínio de backup do Microsoft Windows NT, o mestre emulador PDC agirá como um PDC do Windows NT. Ele também é o Navegador mestre do domínio e controla discrepância de senhas. Em qualquer momento, pode haver apenas um controlador de domínio agindo como mestre emulador PDC em cada domínio na floresta.
É possível transferir funções FSMO usando o utilitário de linha de comando Ntdsutil.exe ou usando uma ferramenta do snap-in MMC. Dependendo da função FSMO que deseja transferir, é possível usar uma das três ferramentas do snap-in MMC a seguir:
Snap-in Esquema do Active Directory
Snap-in Domínios e relações de confiança do Active Directory
Snap-in usuários e computadores do Active Directory
Se um computador não existir mais, a função deverá ser executada. Para executar uma função, use o utilitário Ntdsutil.exe.

Transferir a função mestre de esquema
Use o snap-in Mestre de esquema do Active Directory para transferir a função mestre de esquema. Antes de poder usar esse snap-in, é necessário registrar o arquivo Schmmgmt.dll.

Registrar Schmmgmt.dll
1. Clique em Iniciar e em Executar.
2. Digite regsvr32 schmmgmt.dll na caixa Abrir e clique em OK. 
3. Clique em OK ao receber a mensagem de que a operação teve êxito: 

Transferir a função mestre de esquema
1. Clique em Iniciar, em Executar, digite mmc na caixa Abrir e clique em OK.
2. No menu Arquivo, clique em Adicionar/remover snap-in.
3. Clique em Adicionar.
4. Clique em Esquema do Active Directory, clique em Adicionar, em Fechar e clique em OK.
5. Na árvore do console, clique com o botão direito do mouse em Esquema do Active Directory e clique em Alterar controlador de domínio. 
6. Clique em Especificar nome, digite o nome do controlador de domínio que será o novo detentor da função e clique em OK.
7. Na árvore do console, clique com o botão direito do mouse em Esquema do Active Directory e clique em Mestre de operações.
8. Clique em Alterar.
9. Clique em OK para confirmar que deseja transferir a função e clique em Fechar.

Transferir a função mestre de nomeação de domínio
1. Clique em Iniciar, aponte para Ferramentas administrativas e clique em Domínios e relações de confiança do Active Directory.
2. Clique com o botão direito do mouse em Domínios e relações de confiança do Active Directory e clique em Conectar-se ao controlador de domínio.

OBSERVAÇÃO: É necessário executar esta etapa se não estiver no controlador de domínio para o qual deseja transferir a função. Não é necessário executar esta etapa se já estiver conectado ao controlador do domínio para o qual deseja transferir a função.
3. Execute um dos seguintes procedimentos: • Na caixa Digite o nome de outro controlador de domínio, digite o nome do controlador de domínio que será o novo detentor da função e clique em OK.

-ou-
• Na lista Ou, selecione um controlador de domínio disponível, clique no controlador de domínio que será o novo detentor da função e clique em OK.
 
4. Na árvore do console, clique com o botão direito do mouse em Domínios e relações de confiança do Active Directory e clique em Mestre de operações.
5. Clique em Alterar.
6. Clique em OK para confirmar que deseja transferir a função e clique em Fechar.

Transferir as funções mestre de RID, emulador PDC e mestre de infra-estrutura
1. Clique em Iniciar, aponte para Ferramentas administrativas e clique em Usuários e computadores do Active Directory.
2. Clique com o botão direito do mouse em Usuários e computadores do Active Directory e clique em Conectar-se ao controlador de domínio.

OBSERVAÇÃO: É necessário executar esta etapa se não estiver no controlador de domínio para o qual deseja transferir a função. Não é necessário executar esta etapa se já estiver conectado ao controlador do domínio para o qual deseja transferir a função.
3. Execute um dos seguintes procedimentos: • Na caixa Digite o nome de outro controlador de domínio, digite o nome do controlador de domínio que será o novo detentor da função e clique em OK.

-ou-
• Na lista Ou, selecione um controlador de domínio disponível, clique no controlador de domínio que será o novo detentor da função e clique em OK.
 
4. Na árvore do console, clique com o botão direito do mouse em Usuários e computadores do Active Directory, aponte para Todas as tarefas e clique em Mestre de operações.
5. Clique na guia apropriada para a função que deseja transferir (RID, PDC ou infra-estrutura) e clique em Alterar.
6. Clique em OK para confirmar que deseja transferir a função e clique em Fechar.

——————————————————————————–

A informação contida neste artigo aplica-se a:
• Microsoft Windows Server 2003, 64-Bit Datacenter Edition
• Microsoft Windows Server 2003, Enterprise x64 Edition
• Microsoft Windows Server 2003, Datacenter Edition (32-bit x86)
• Microsoft Windows Server 2003, Enterprise Edition (32-bit x86)
• Microsoft Windows Server 2003, Standard Edition (32-bit x86)
• Microsoft Windows Small Business Server 2003 Premium Edition
• Microsoft Windows Small Business Server 2003 Standard Edition

Palavras-chave:  kbactivedirectory kbenv kbhowto kbhowtomaster KB324801

Fonte: Microsoft





Como mover um banco de dados DHCP de um computador que executa o Windows NT Server 4.0, o Windows 2000 ou o Windows Server 2003 para um computador que executa o Windows Server 2003

22 01 2008

ID do artigo : 325473
Última revisão : quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Revisão : 19.1

Sumário
Este artigo descreve detalhadamente como mover um banco de dados do DHCP (Protocolo de Configuração Dinâmica de Hosts) de um computador que executa o Microsoft Windows NT Server 4.0, o Microsoft Windows 2000 ou o Microsoft Windows Server 2003 para um computador que executa o Windows Server 2003.

Observação É possível usar o utilitário de backup do Microsoft Windows (ntbackup.exe) para fazer backup e recuperar o banco de dados DHCP em um único servidor. Não use o utilitário de backup para migrar ou mover um banco de dados DHCP de um servidor DHCP para outro.

Exporte o banco de dados DHCP de um servidor que executa o Windows NT Server 4.0 ou o Windows 2000
1. Pare o serviço do servidor DHCP no servidor: a.  Faça logon no servidor DHCP de origem usando uma conta membro do grupo de administradores locais.
b.  Clique em Iniciar, em Executar, digite cmd na caixa Abrir e clique em OK.
c.  No prompt de comando, digite net stop dhcpserver e pressione ENTER. A mensagem “O serviço do servidor DHCP da Microsoft está sendo interrompido. O serviço do servidor DHCP da Microsoft foi interrompido com êxito” é exibida.
d.  Digite exit e pressione ENTER.
 
2. Compacte o banco de dados DHCP usando o utilitário JetPack: a.  Clique em Iniciar, em Executar, digite cmd na caixa Abrir e clique em OK.
b.  No prompt de comando, digite cd %systemroot%\system32\dhcp e pressione ENTER.
c.  Digite jetpack dhcp.mdb temp.mdb e pressione ENTER. 
d.  Depois que a compactação do banco de dados tiver sido concluída com êxito, digite exit e pressione ENTER.
 
3. Exporte o banco de dados DHCP usando o utilitário de Importação e exportação DHCP (Dhcpexim.exe). É possível obter este utilitário no Kit de Recursos Suplementares 1 do Windows 2000. Você também pode visitar o seguinte site da Microsoft para obter o Dhcpexim.exe (em inglês):
http://www.microsoft.com/windows2000/techinfo/reskit/tools/new/dhcpexim-o.asp (http://www.microsoft.com/windows2000/techinfo/reskit/tools/new/dhcpexim-o.asp)
Para exportar o banco de dados: a.  Instale o utilitário Dhcpexim.exe e inicie o utilitário Dhcpexim.exe.
b.  Na tela Bem-vindo à ferramenta de importação e exportação DHCP, clique em Exportar a configuração do serviço local para um arquivo e em OK.
c.  Na caixa Nome do arquivo, digite o nome de arquivo para o arquivo exportado e clique em Salvar. Por exemplo, digite dhcpdatabase.txt.
d.  Clique no escopo ou nos escopos que deseja exportar, clique para selecionar a caixa Desativar os escopos selecionados na máquina local antes de exportar e clique em Exportar. 
e.  Clique em OK.
 
4. Desabilite o serviço do servidor DHCP no servidor: Desabilitar o serviço do servidor DHCP evita que o serviço comece depois da transferência do banco de dados. Para desabilitar o serviço de servidor DHCP: a.  Clique em Iniciar, aponte para Configurações, clique em Painel de controle e clique duas vezes em Serviços.
b.  Na lista Serviços, clique em Servidor DHCP da Microsoft, em Iniciar, em Desativado e em OK.
c.  Se o serviço for iniciado, clique em Parar e em Sim para confirmar a interrupção do serviço. 
d.  Clique em Fechar para fechar a caixa de diálogo Serviços.
 
Importante O Dhcpexim.exe é necessário para mover o banco de dados com êxito de um servidor que executa o Windows 2000 ou o Windows NT 4.0 para um servidor que executa o Windows Server 2003. Os comandos Netsh para DHCP não estão disponíveis no Windows NT 4.0.

Observação Se somente a configuração (não o banco de dados) for exigida, use o seguinte comando (em vez do comando Dhcpexim.exe) no servidor com Windows 2000 do qual você deseja exportar. (Não use Dhcpexim.exe.)
netsh dhcp dump >C:\dhcp.txt
no qual C:\dhcp.txt é o nome e o caminho do arquivo de exportação que será usado.

Observação A opção de exportação não existe no comando netsh no Windows 2000 Server. Os comandos netsh dhcp server dump e netsh dhcp server import não são compatíveis. Se tentar importar os dados criados por netsh dhcp server dump > C:\dhcp.txt usando netsh DHCP server import > C:\dhcp.txt, a seguinte mensagem de erro será exibida no computador com Windows Server 2003:
Não há suporte para a solicitação.
É possível migrar o arquivo de configuração exportado para o novo servidor do Windows Server 2003 usando o seguinte comando:
netsh execc:\dhcp.txt
O Dhcpexim.exe não é compatível no Windows Server 2003. Se um banco de dados é exportado em um computador com Windows 2000 usando o Dhcpexim.exe e você tentar importar os dados para o Windows Server 2003, o Dhcpexim.exe fechará e a seguinte mensagem de erro será exibida:
Erro. Tentativa de carregar um programa com um formato incorreto.
Se este problema ocorrer, exporte os dados do Windows 2000 usando dhcpexim e importe os dados no ambiente do Windows Server 2003 usando netsh DHCP server importxyz.txt.

Exportar um banco de dados DHCP de um servidor que executa o Microsoft Windows Server 2003
Para mover um banco de dados e configuração DHCP de um servidor que executa o Windows Server 2003 para outro servidor que executa o Windows Server 2003: 1. Faça logon no servidor DHCP de origem usando uma conta membro do grupo administradores locais.
2. Clique em Iniciar, em Executar, digite cmd na caixa Abrir e clique em OK.
3. Digitenetsh dhcp server export C:\dhcp.txt all e pressione ENTER.

Observação Você deve ter permissões de administrador local para exportar os dados.

Instalar o serviço de servidor DHCP no servidor que executa o Windows Server 2003
Para instalar o serviço do servidor DHCP em um computador com Windows Server 2003: 1. Clique em Iniciar e em Painel de controle e clique duas vezes em Adicionar ou remover programas.
2. Clique em Adicionar/remover componentes do Windows.
3. No Assistente de componentes do Windows, clique em Serviços de rede na caixa Componentes e clique em Detalhes.
4. Clique para selecionar a caixa de seleção Protocolo de configuração dinâmica de hosts (DHCP) caso ainda não esteja selecionada e clique em OK. 
5. No Assistente de componentes do Windows, clique em Avançar para instalar os componentes selecionados. Se for solicitado, insira o CD do Windows Server 2003 CD na unidade de CD do computador ou unidade de DVD. O programa de instalação copia o servidor DHCP e os arquivos de ferramentas para o computador. 
6. Quando a Instalação estiver completa, clique em Concluir. 

Importar o banco de dados DHCP
Observação Você pode receber uma mensagem “acesso negado” durante este procedimento se não for um membro do grupo de operadores de backup. Se a mensagem de erro “Impossível determinar a versão do servidor do DHCP para o servidor” for exibida, verifique se o serviço do servidor DHCP está executando no servidor e se o usuário que fez logon é um membro do grupo de Administradores locais.

Importante Não use o Dhcpexim.exe para importar um banco de dados DHCP no Windows Server 2003. Além disso, se o servidor com Windows 2003 de destino for um servidor membro, e se você planejar promovê-lo a um controlador de domínio, sugerimos que execute a migração do banco de dados DHCP antes de promovê-lo a um controlador de domínio. Ainda que você possa migrar o banco de dados DHCP para um controlador de domínio, a migração para um servidor membro será mais fácil devido à conta do administrador local. 1. Faça logon como um usuário que seja membro explícito do grupo de administradores locais. Uma conta de usuário em um grupo membro de um grupo de administradores locais não funcionará. Se uma conta de administradores locais não existir para o controlador de domínio, reinicie o computador no modo restaurar serviços de diretório e use a conta do administrador para importar o banco de dados como descrito posteriormente nesta seção.
2. Copie o arquivo do banco de dados DHCP exportado para o disco rígido local do computador com Windows Server 2003.
3. Verifique se o serviço DHCP iniciou no computador com Windows Server 2003.
4. Clique em Iniciar, em Executar, digite cmd na caixa Abrir e clique em OK.
5. No prompt de comando, digite netsh dhcp server importc:\dhcpdatabase.txt all e pressione ENTER, ondec:\dhcpdatabase.txt é o nome de arquivo e caminho completo do arquivo do banco de dados copiado para o servidor.

Observação Quando tentar exportar um banco de dados DHCP do controlador de domínio do Windows 2000 para um servidor membro do Windows Server 2003 do domínio, a seguinte mensagem de erro será exibida:
Erro ao inicializar e ler a configuração de serviço – Acesso negado
Observação É necessário ter permissões de administrador local para importar os dados.
6. Para resolver este problema, adicione o computador do servidor do Windows Server 2003 DHCP ao grupo administradores de DHCP no nível empresarial.
7. Se a mensagem de erro “acesso negado” for exibida depois de adicionar o computador do servidor com Windows Server 2003 DCHP ao grupo administradores de DHCP no nível empresarial que é mencionado na etapa 4, verifique se a conta do usuário atualmente usada para importar pertence ao grupo administradores. Se a conta não pertencer a este grupo, adicione-a ao grupo ou faça logon como administrador local para concluir a importação.

Observação Se o comando DHCP IMPORT ou EXPORT falhar para usuários que não sejam membros explícitos do grupo Administradores locais, é necessário aplicar o seguinte hotfix no computador com Windows Server 2003:

833167 (http://support.microsoft.com/kb/833167/) Um pacote de atualização do VSS (Serviço de Cópias de Sombra de Volume) está disponível para o Windows Server 2003 
8. Após receber a mensagem de que o comando foi concluído com êxito, encerre o prompt de comando.

Autorize o servidor DHCP

1. Clique em Iniciar, aponte para Programas e para Ferramentas administrativas e clique em DHCP.

Observação É necessário fazer logon no servidor usando uma conta que seja membro do grupo Administradores. Em um domínio do Active Directory, é necessário estar conectado ao servidor usando uma conta que seja membro do grupo Administradores corporativos.
2. Na árvore de console do snap-in do DHCP, selecione o novo servidor DHCP. Se houver uma seta vermelha no canto inferior direito do objeto do servidor, o servidor ainda não foi autorizado. 
3. Clique com o botão direito do mouse no servidor e clique em Autorizar. 
4. Após alguns momentos, clique novamente com o botão direito do mouse no servidor e clique em Atualizar. Uma seta verde indica que o servidor DHCP está autorizado.

Referências
Para obter informações adicionais, clique nos números abaixo para ler os artigos na Base de Dados de Conhecimento Microsoft (alguns artigos podem estar em inglês):
323416 (http://support.microsoft.com/kb/323416/) Como instalar e configurar um servidor DHCP em um grupo de trabalho do Windows Server 2003
130642 (http://support.microsoft.com/kb/130642/) Como mover um banco de dados de um servidor para outro no Windows NT 4.0 e no Windows 2000
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A informação contida neste artigo aplica-se a:
• Microsoft Windows Server 2003, Datacenter Edition (32-bit x86)
• Microsoft Windows Server 2003, Enterprise Edition (32-bit x86)
• Microsoft Windows Server 2003, Standard Edition (32-bit x86)
• Microsoft Windows Server 2003, Datacenter Edition for Itanium-Based Systems
• Microsoft Windows Server 2003, Enterprise Edition for Itanium-based Systems
• Microsoft Windows NT Server 4.0 Standard Edition
• Microsoft Windows 2000 Server

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Fonte: Microsoft





Cabos de rede

21 01 2008

Os cabos de par trançado são classificados em categorias, que indicam a qualidade do cabo e a freqüência máxima suportada por ele. Cabos cat 5e, por exemplo, são adequados a redes de 10, 100 e 1000 megabits, enquanto os cabos cat 6 e cat 6a podem também ser usados nas redes 10G. Temos também cabos e conectores blindados, cabos stranded e outras variações. Se você acha que todos os cabos de rede são iguais, precisa definitivamente ler este tutorial.

Existem basicamente 3 tipos diferentes de cabos de rede: os cabos de par trançado (que são, de longe, os mais comuns), os cabos de fibra óptica (usados principalmente em links de longa distância) e os cabos coaxiais, que são usados em cabos de antenas para redes wireless e em algumas redes antigas.

Existem vários motivos para os cabos coaxiais não serem mais usados hoje em dia: eles são mais propensos a mal contato, os conectores são mais caros e os cabos são menos flexíveis que os de par trançado, o que torna mais difícil passá-los por dentro de tubulações. No entanto, o principal motivo é o fato de que eles podem ser usados apenas em redes de 10 megabits: a partir do momento em que as redes 10/100 tornaram-se populares, eles entraram definitivamente em desuso, dando lugar aos cabos de par trançado.

A única exceção ficou por conta dos padrões 1000BASE-CX e 10GBASE-CX4, dois padrões para redes de curta distância que são baseados em cabos twinax, um cabo coaxial duplo, onde os dois fios são trançados (de forma similar a um cabo de par trançado) o que é combinado com uma blindagem mais espessa.

Os cabos de rede transmitem sinais elétricos a uma freqüência muito alta e a distâncias relativamente grandes, por isso são muito vulneráveis a interferências eletromagnéticas externas. Os cabos de par trançado são classificados em categorias, que indicam a qualidade do cabo e a freqüência máxima suportada por ele. Cada categoria é composta por um conjunto de características técnicas e de normas de fabricação, que precisam ser atendias pelos fabricantes.

Fabricar cabos de rede é mais complicado do que parece. Diferente dos cabos de cobre comuns, usados em instalações elétricas, os cabos de rede precisam suportar freqüências muito altas, causando um mínimo de atenuação do sinal. Para isso, é preciso minimizar ao máximo o aparecimento de bolhas e impurezas durante a fabricação dos cabos. No caso dos cabos de par trançado, é preciso ainda cuidar do entrançamento dos pares de cabos, que também é um fator crítico.

Os cabos de par trançados são compostos por 4 pares de fios de cobre que, como o nome sugere, são trançados entre si. Este sistema cria uma barreira eletromagnética, protegendo as transmissões de interferências externas, sem a necessidade de usar uma camada de blindagem. Este sistema sutil de proteção contrasta com a “força bruta” usada nos cabos coaxiais, onde o condutor central é protegido de interferências externas por uma malha metálica:
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O uso de tranças nos cabos é uma idéia antiga, que remonta ao final do século 19, quando a técnica passou a ser utilizada no sistema telefônico, de forma a aumentar a distância que o sinal era capaz de percorrer.

Originalmente, as tranças dos cabos não seguiam um padrão definido, mas com o passar do tempo número de tranças por metro, juntamente com outros detalhes técnicos foram padronizados. Isso permitiu que os cabos de par trançado, originalmente desenvolvidos para transportar sinais de voz, dessem um grande salto de qualidade, passando a atender redes de 10, 100, 1000 e recentemente de 10000 megabits, um salto realmente notável.

Nos cabos de par trançado, cada par de cabos utiliza um padrão de entrançamento diferente, com um número diferente de tranças por metro, como você pode ver na foto a seguir:

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Para potencializar o efeito da blindagem eletromagnética, as placas de rede utilizam o sistema balanced pair de transmissão, onde, dentro de cada par, os dois fios enviam o mesmo sinal (e não transmissões separadas, como geralmente se pensa), porém com a polaridade invertida. Para um bit “1″, o primeiro fio envia um sinal elétrico positivo, enquanto o outro envia um sinal elétrico negativo:

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Ou seja, o segundo fio é usado para enviar uma cópia invertida da transmissão enviada através do primeiro, o que tira proveito das tranças do cabo para criar o campo eletromagnético que protege os sinais contra interferências externas, mesmo nos cabos sem blindagem. Devido a esta técnica de transmissão, os cabos de par trançado são também chamados de “balanced twisted pair”, ou “cabo de par trançado balanceado”.

À primeira vista, pode parecer um desperdício abrir mão de metade dos fios do cabo, mas sem isso o comprimento máximo dos cabos seria muito menor e as redes seriam muito mais susceptíveis a interferências.

Existem cabos de cat 1 até cat 7. Como os cabos cat 5 são suficientes tanto para redes de 100 quanto de 1000 megabits, eles são os mais comuns e mais baratos, mas os cabos cat 6 e cat 6a estão se popularizando e devem substituí-los ao longo dos próximos anos. Os cabos são vendidos originalmente em caixas de 300 metros, ou 1000 pés (que equivale a 304.8 metros):

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No caso dos cabos cat 5e, cada caixa custa em torno de 200 reais aqui no Brasil, o que dá cerca 66 centavos o metro. Os cabos de categoria 6 e 6a ainda são mais caros, mas devem cair a um patamar de preço similar ao longo dos próximos anos.

Em todas as categorias, a distância máxima permitida é de 100 metros (com exceção das redes 10G com cabos categoria 6, onde a distância máxima cai para apenas 55 metros). O que muda é a freqüência e, conseqüentemente, a taxa máxima de transferência de dados suportada pelo cabo, e o nível de imunidade a interferências externas. Vamos então a uma descrição das categorias de cabos de par trançado existentes:

Categorias 1 e 2: Estas duas categorias de cabos não são mais reconhecidas pela TIA (Telecommunications Industry Association), que é a responsável pela definição dos padrões de cabos. Elas foram usadas no passado em instalações telefônicas e os cabos de categoria 2 chegaram a ser usados em redes Arcnet de 2.5 megabits e redes Token Ring de 4 megabits, mas não são adequados para uso em redes Ethernet.

Categoria 3: Este foi o primeiro padrão de cabos de par trançado desenvolvido especialmente para uso em redes. O padrão é certificado para sinalização de até 16 MHz, o que permitiu seu uso no padrão 10BASE-T, que é o padrão de redes Ethernet de 10 megabits para cabos de par trançado. Existiu ainda um padrão de 100 megabits para cabos de categoria 3, o 100BASE-T4 (veja meu artigo sobre os padrões Ethernet de 10 e 100 megabits), mas ele é pouco usado e não é suportado por todas as placas de rede.

A principal diferença do cabo de categoria 3 para os obsoletos cabos de categoria 1 e 2 é o entrançamento dos pares de cabos. Enquanto nos cabos 1 e 2 não existe um padrão definido, os cabos de categoria 3 (assim como os de categoria 4 e 5) possuem pelo menos 24 tranças por metro e, por isso, são muito mais resistentes a ruídos externos. Cada par de cabos tem um número diferente de tranças por metro, o que atenua as interferências entre os pares de cabos.

Categoria 4: Esta categoria de cabos tem uma qualidade um pouco superior e é certificada para sinalização de até 20 MHz. Eles foram usados em redes Token Ring de 16 megabits e também podiam ser utilizados em redes Ethernet em substituição aos cabos de categoria 3, mas na prática isso é incomum. Assim como as categorias 1 e 2, a categoria 4 não é mais reconhecida pela TIA e os cabos não são mais fabricados, ao contrário dos cabos de categoria 3, que continuam sendo usados em instalações telefônicas.

Categoria 5: Os cabos de categoria 5 são o requisito mínimo para redes 100BASE-TX e 1000BASE-T, que são, respectivamente, os pacotes de rede de 100 e 1000 megabits usados atualmente. Os cabos cat 5 seguem padrões de fabricação muito mais estritos e suportam freqüências de até 100 MHz, o que representa um grande salto sobre os cabos cat 3.

Apesar disso, é muito raro encontrar cabos cat 5 à venda atualmente, pois eles foram substituídos pelos cabos categoria 5e (o “e” vem de “enhanced”), uma versão aperfeiçoada do padrão, com normas mais estritas, desenvolvidas de forma a reduzir a interferência entre os cabos e a perda de sinal, o que ajuda em cabos mais longos, perto dos 100 metros permitidos.

Os cabos cat 5e devem suportar os mesmos 100 MHz dos cabos cat 5, mas este valor é uma especificação mínima e não um número exato. Nada impede que fabricantes produzam cabos acima do padrão, certificando-os para freqüências mais elevadas. Com isso, não é difícil encontrar no mercado cabos cat 5e certificados para 110 MHz, 125 MHz ou mesmo 155 MHz, embora na prática isso não faça muita diferença, já que os 100 MHz são suficientes para as redes 100BASE-TX e 1000BASE-T.

É fácil descobrir qual é a categoria dos cabos, pois a informação vem decalcada no próprio cabo, como na foto:

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Os cabos 5e são os mais comuns atualmente, mas eles estão em processo de substituição pelos cabos categoria 6 e categoria 6a, que podem ser usados em redes de 10 gigabit.

Categoria 6: Esta categoria de cabos foi originalmente desenvolvida para ser usada no padrão Gigabit Ethernet, mas com o desenvolvimento do padrão para cabos categoria 5 sua adoção acabou sendo retardada, já que, embora os cabos categoria 6 ofereçam uma qualidade superior, o alcance continua sendo de apenas 100 metros, de forma que, embora a melhor qualidade dos cabos cat 6 seja sempre desejável, acaba não existindo muito ganho na prática.

Os cabos categoria 6 utilizam especificações ainda mais estritas que os categoria 5e e suportam freqüências de até 250 MHz. Além de serem usados em substituição dos cabos cat 5 e 5e, eles podem ser usados em redes 10 gigabit, mas nesse caso o alcance é de apenas 55 metros.

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Para permitir o uso de cabos de até 100 metros em redes 10G foi criada uma nova categoria de cabos, a categoria 6a (“a” de “augmented”, ou ampliado). Eles suportam freqüências de até 500 MHz e utilizam um conjunto de medidas para reduzir a perda de sinal e tornar o cabo mais resistente a interferências.

Você vai encontrar muitas referências na web mencionando que os cabos cat 6a suportam freqüências de até 625 MHz, que foi o valor definido em uma especificação preliminar. Mas, avanços no sistema de modulação permitiram reduzir a freqüência na versão final, chegando aos 500 MHz.

Uma das medidas para reduzir o crosstalk (interferências entre os pares de cabos) no cat 6a foi distanciá-los usando um separador. Isso aumentou a espessura dos cabos de 5.6 mm para 7.9 mm e tornou-os um pouco menos flexíveis. A diferença pode parecer pequena, mas ao juntar vários cabos ela se torna considerável:

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É importante notar que existe também diferenças de qualidade entre os conectores RJ-45 destinados a cabos categoria 5 e os cabos cat6 e cat6a, de forma que é importante checar as especificações na hora da compra.

Aqui temos um conector RJ-45 cat 5 ao lado de um cat 6. Vendo os dois lado a lado é possível notar pequenas diferenças, a principal delas é que no conector cat 5 os 8 fios do cabo ficam lado a lado, formando uma linha reta enquanto no conector cat 6 eles são dispostos em zig-zag, uma medida para reduzir o cross-talk e a perda de sinal:

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Embora o formato e a aparência seja a mesma, os conectores RJ-45 destinados a cabos cat 6 e cat 6a utilizam novos materiais, suportam freqüências mais altas e introduzem muito menos ruído no sinal. Utilizando conectores RJ-45 cat 5, seu cabeamento é considerado cat 5, mesmo que sejam utilizados cabos cat 6 ou 6a.

O mesmo se aplica a outros componentes do cabeamento, como patch-panels, tomadas, keystone jacks (os conectores fêmea usados em tomadas de parede) e assim por diante. Componentes cat 6 em diante costumam trazer a categoria decalcada (uma forma de os fabricantes diferenciarem seus produtos, já que componentes cat 6 e 6a são mais caros), como neste keystone jack onde você nota o “CAT 6″ escrito em baixo relevo:

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Existem também os cabos categoria 7, que podem vir a ser usados no padrão de 100 gigabits, que está em estágio inicial de desenvolvimento.

Outro padrão que pode vir (ou não) a ser usado no futuro são os conectores TERA, padrão desenvolvido pela Siemon. Embora muito mais caro e complexo que os conectores RJ45 atuais, o TERA oferece a vantagem de ser inteiramente blindado e utilizar um sistema especial de encaixe, que reduz a possibilidade de mal contato:

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Como citei, o TERA foi cogitado para ser usado nas redes de 10 Gigabit, mas a idéia foi abandonada. Agora ele figura como um possível candidato para as redes de 100 gigabits.

Cabos de padrões superiores podem ser usados em substituição de cabos dos padrões antigos, além de trazerem a possibilidade de serem aproveitados nos padrões de rede seguintes. Entretanto, investir em cabos de um padrão superior ao que você precisa nem sempre é uma boa idéia, já que cabos de padrões recém-introduzidos são mais caros e difíceis de encontrar. Além disso, não existe garantia de que os cabos usados serão mesmo suportados dentro do próximo padrão de redes até que ele esteja efetivamente concluído.

Por exemplo, quem investiu em cabos de categoria 6, pensando em aproveitá-los em redes de 10 gigabits acabou se frustrando, pois no padrão 10G a distância máxima usando cabos cat 6 caiu para apenas 55 metros e foi introduzido um novo padrão, o 6a. O mesmo pode acontecer com os cabos categoria 7; não existe nenhuma garantia de que eles sejam mesmo suportados no padrão de 100 gigabits. Pode muito bem ser introduzido um novo padrão de cabos, ou mesmo que os cabos de cobre sejam abandonados em favor dos de fibra óptica.

Continuando, temos também a questão da blindagem, que não tem relação direta com a categoria do cabo. Os cabos sem blindagem são mais baratos, mais flexíveis e mais fáceis de crimpar e por isso são de longe os mais populares, mas os cabos blindados podem prestar bons serviços em ambientes com forte interferência eletromagnética, como grandes motores elétricos ou grandes antenas de transmissão muito próximas.

Outras fontes menores de interferências são as lâmpadas fluorescentes (principalmente lâmpadas cansadas, que ficam piscando), cabos elétricos, quando colocados lado a lado com os cabos de rede, e mesmo telefones celulares muito próximos dos cabos. Este tipo de interferência não chega a interromper o funcionamento da rede, mas pode causar perda de pacotes.

No final de cada pacote frame Ethernet são incluídos 32 bits de CRC, que permitem verificar a sua integridade. Ao receber cada frame, a estação verifica se a soma dos bits bate com o valor do CRC. Sempre que a soma der errado, ela solicita a retransmissão do pacote, o que é repetido indefinidamente, até que ela receba uma cópia intacta. Sobre este sistema de verificação feito pelas placas de rede (nível 2 do modelo OSI) ainda temos a verificação feita pelo protocolo TCP (nível 4), que age de forma similar, verificando a integridade dos pacotes e solicitando retransmissão dos pacotes danificados. Esta dupla verificação garante uma confiabilidade muito boa.

Mesmo em uma rede bem cabeada, pacotes corrompidos esporadicamente são uma ocorrência normal, já que nenhum cabeamento é perfeito, mas um grande volume deles são um indício de que algo está errado. Quanto mais intensas for a interferência, maior será o volume de frames corrompidos e de retransmissões e pior será o desempenho da rede, tornando mais vantajoso o uso de cabos blindados.

Os cabos sem blindagem são chamados deUTP (Unshielded Twisted Pair, que significa, literalmente, “cabo de par trançado sem blindagem”). Os cabos blindados por sua vez, se dividem em três categorias: FTP, STP e SSTP.

Os cabos FTP (Foiled Twisted Pair) são os que utilizam a blindagem mais simples. Neles, uma fina folha de aço ou de liga de alumínio envolve todos os pares do cabo, protegendo-os contra interferências externas, mas sem fazer nada com relação ao crosstalk, ou seja, a interferência estre os pacotes de cabos:

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Os cabos STP (Shielded Twisted Pair) vão um pouco além, usando uma blindagem individual para cada par de cabos. Isso reduz o crosstalk e melhora a tolerância do cabo com relação à distância, o que pode ser usado em situações onde for necessário crimpar cabos fora do padrão, com mais de 100 metros:

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Finalmente, temos os cabos SSTP (Screened Shielded Twisted Pair), também chamados de SFTP (Screened Foiled Twisted Pair), que combinam a blindagem individual para cada par de cabos com uma segunda blindagem externa, envolvendo todos os cabos, o que torna os cabos especialmente resistentes a interferências externas. Eles são mais adequados a ambientes com fortes fontes de interferências:

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Para melhores resultados, os cabos blindados devem ser combinados com conectores RJ-45 blindados. Eles incluem uma proteção metálica que protege a parte destrançada do cabo que vai dentro do conector, evitando que ela se torne o elo mais fraco da cadeia:

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Quanto maior for o nível de interferência, menor será o desempenho da rede, menor será a distância que poderá ser usada entre os micros e mais vantajosa será a instalação de cabos blindados. Em ambientes normais, porém, os cabos sem blindagem funcionam perfeitamente bem, justamente por isso os cabos blindados são relativamente pouco usados.

Concluindo, existem também cabos de rede com fios sólidos e também cabos stranded (de várias fibras, também chamados de patch), onde os 8 fios internos são compostos por fios mais finos. Os cabos sólidos são os mais comuns e são os recomendados para uso geral, pois oferecem uma menor atenuação do sinal (cerca de 20% menos, considerando dois cabos de qualidade similar):

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Visão interna de um cabo sólido e de um cabo stranded

A única vantagem dos cabos stranded é que o uso de múltiplos fios tornam os cabos mais flexíveis, o que faz com que sejam muitas vezes preferidos para cabos de interconexão curtos (patch cords), usados para ligar os PCs à tomadas de parede ou ligar o switch ao patch panel (veja detalhes a seguir).

Dentro do padrão, os cabos feitos com cabos stranded não devem ter mais de 10 metros. Você pode usar um cabo sólido de até 90 metros até a tomada e um cabo stranded de mais 10 metros até o micro, mas não pode fazer um único cabo stranded de 100 metros.

Embora seja um detalhe pouco conhecido, existiram conectores RJ-45 próprios para cabos stranded, onde as facas-contato internas tinham a ponta arredondada. Estes conectores não funcionavam muito bem com cabos sólidos (o formato da faca-contato tornava o contato deficiente). Tínhamos então conectores específicos para cabos sólidos, que utilizavam facas-contato com três lâminas.

Estes dois tipos foram logo substituídos pelos conectores atuais, onde as facas-contato são pontudas, de forma a funcionarem bem com os dois tipos de cabos. Os conectores RJ45 com este tipo de contato (que são praticamente os únicos usados atualmente) são também chamados de conectores universais:

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Fonte: Guia do Hardware