Redes Wireless, parte 2: Padrões

21 01 2008

O padrão 802.11 original, hoje chamado de 802.11-1997 ou 802.11 legacy foi publicado em 1997 e previa taxas de transmissão de 1 e 2 megabits, usando a faixa dos 2.4 GHz, escolhida por ser uma das poucas faixas de freqüência não licenciadas, de uso livre. De lá pra cá, as redes wireless evoluíram bastante, indo do 1 megabit do padrão original aos 300 megabits do 802.11n, passando pelo 802.11b, 802.11a e 802.11g, sem falar nos diferentes padrões de encriptação. Esta segunda parte do tutorial é dedicada a eles.

O 802.11 é um conjunto de padrões criados pelo IEEE para o uso em redes wireless. O padrão 802.11 original, hoje chamado de 802.11-1997 ou 802.11 legacy foi publicado em 1997 e previa taxas de transmissão de 1 e 2 megabits, usando a faixa dos 2.4 GHz, escolhida por ser uma das poucas faixas de freqüência não licenciadas, de uso livre.

Este padrão levou à criação de um pequeno número de produtos, apenas parcialmente compatíveis entre si, mas lançou as bases para o desenvolvimento dos padrões atuais. Estas primeiras placas 802.11 conviveram com placas baseadas em padrões proprietários, alguns padrões proprietários, incompatíveis entre sí, como o Arlan da Aironet e o WaveLAN, da NCR, que trabalhavam na faixa dos 900 MHz e transmitiam a respectivamente 860 kbits e 2 megabits.

Além dos padrões do IEEE, temos também o Wi-Fi (Wireless Fidelity, que pronunciamos como “uai-fái”), uma certificação (opcional) para produtos compatíveis com os padrões, que assegura que eles sejam intercompatíveis.

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Apenas os produtos certificados (um processo relativamente caro e demorado) podem ostentar o logo “Wi-Fi Certified”, de forma que muitos produtos, sobretudo os produtos mais baratos não passam pela certificação e não são vendidos como produtos Wi-Fi, embora isso não signifique necessariamente que eles sejam incompatíveis ou de qualidade inferior.

É comum que usemos o termo “Wi-Fi” em referência aos produtos baseado nos padrões 802.11 de uma forma geral mas, tecnicamente falando, apenas os produtos que passam pela certificação podem ser chamados de “Wi-Fi”, embora na prática isso não faça muita diferença.

Publicado em outubro de 1999, o 802.11b foi o primeiro padrão wireless usado em grande escala. Ele marcou a popularização da tecnologia, permitindo que placas de diferentes fabricantes se tornassem compatíveis e os custos caíssem, graças ao aumento na demanda e à concorrência.

O padrão seguinte foi o 802.11a (que na verdade começou a ser desenvolvido antes do 802.11b, mas foi finalizado poucos dias depois), que utiliza uma faixa de freqüência mais alta: 5 GHz e oferece uma velocidade teórica de 54 megabits, porém a distâncias menores, cerca de metade da distância atingida por uma placa 802.11b usando o mesmo tipo de antena.

A faixa dos 5 GHz é uma faixa de freqüência muito mais “limpa”, pois existem muito menos dispositivos que utilizam esta faixa de freqüência que os 2.4 GHz e existem muito menos redes 802.11a em uso, o que faz com que as redes 802.11a sejam em geral mais estáveis e susceptíveis a interferências. Para redes pequenas, onde você possa se dar ao luxo de escolher quais placas wireless usar e puder se limitar ao uso de placas que suportem o padrão, usar uma rede 802.11a pode ser uma boa opção.

Muitos pontos de acesso de fabricação recente são capazes de operar simultaneamente nas duas faixas de frequência, atendendo tanto clientes com placas 801.11b ou 802.11g quanto clientes 802.11a. Este recurso é interessante, pois permite que você crie uma rede mista, que permita o uso da faixa dos 5 GHz, mais limpa, sem entretanto deixar de fora clientes que suportam apenas os padrões B e G.

Para oferecer este recurso, o ponto de acesso precisa incluir dois transmissores independentes, o que encarece o produto. Um exemplo de AP compatível é o Linksys WRT600N, onde você encontra a opção “Network Mode” dentro da seção “Wireless”. Usando o valor “Mixed” para as duas seções, você faz com que ele opere simultaneamente nas duas faixas de frequência:

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Em seguida temos o 802.11g que, apesar do crescimento do 802.11n, ainda é utilizado na maioria das instalações. Ele utiliza a mesma faixa de freqüência do 802.11b: 2.4 GHz. Isso permite que os dois padrões sejam intercompatíveis. A idéia é que você possa adicionar placas e pontos de acesso 802.11g a uma rede 802.11b já existente, mantendo os componentes antigos, do mesmo modo como hoje em dia temos liberdade para adicionar placas e switches Gigabit Ethernet a uma rede já existente de 100 megabits.
Apesar disso, a velocidade de transmissão no 802.11g é de 54 megabits, como nas redes 802.11a. Isso foi possível por que o padrão 802.11g é mais recente e por isso incorpora novas tecnologias de modulação de sinal. Uma analogia poderia ser feita com relação às placas de rede gigabit Ethernet, que são capazes de trabalhar utilizando os mesmos cabos cat 5 utilizados pelas placas de 100 megabits.

Na prática, é possível atingir taxas de transmissão reais em torno de 3.4 MB/s, tanto nas redes 802.11g quanto nas 802.11a, ao contrário do que os 54 megabits teóricos sugerem. Isso acontece por que as redes wireless utilizam o ar como meio de transmissão, o que as torna muito mais propensas a problemas e interferência do que as redes cabeadas, que utilizam cabos de cobre ou de fibra óptica. Para que os dados sejam transmitidos de forma confiável, é necessário incluir um pesado protocolo de transmissão e correção de erros, o que faz com que a percentagem de bits “úteis” transmitidos seja relativamente baixa. Além da perda causada pelo protocolo de controle (que se enquadra na camada 2 do modelo OSI), temos mais uma pequena perda causada pelo protocolo TCP/IP, sem falar do overhead introduzido pelos aplicativos. Juntando tudo isso, a velocidade real da rede wireless acaba sendo quase metade da taxa teórica, ou seja, cada cada byte de dados úteis, a placa acaba precisando transmitir dois. Nas redes cabeadas também existe overhead, mas ele é proporcionalmente muito menor.

Conforme aumenta a distância, as placas lançam mão de outro artifício para manter a estabilidade do sinal: reduzem a taxa de transmissão, como alguém que passa a falar mais devagar quando a ligação telefônica está ruim. No caso das redes 802.11g, a taxa cai, sucessivamente, de 54 megabits para 48, 36, 24, 18, 12, 11, 9, 6, 5.5, 2 ou 1 megabit, até que o sinal finalmente se perde completamente. Com a rede operando a 11 megabits (a mesma taxa de transmissão das redes 802.11b), por exemplo, a taxa de transferência real fica abaixo dos 750 KB/s:

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No Windows você pode usar o utilitário que acompanha a placa de rede para verificar a qualidade do sinal em cada parte do ambiente onde a rede deverá estar disponível. No Linux isso é feito por programas como o Kwifimanager, que veremos a seguir.

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Na maioria dos pontos de acesso, é possível definir uma taxa fixa de transmissão, no lugar do valor “Auto” (o default), que permite que a taxa seja ajustada conforme necessário. Com isso, você pode forçar a rede a operar sempre a 54 megabits, por exemplo, sem permitir que os clientes chaveiem para as taxas mais lentas. Entretanto, fazendo isso você vai perceber que o alcance da rede será drasticamente reduzido. Em situações onde o sinal é ruim devido à distância ou a fontes diversas de interferência, reduzir voluntariamente a taxa de transmissão pode tornar a rede mais estável.

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Configuração da taxa de transmissão na configuração do ponto de acesso

Outro problema é que a taxa de transmissão é compartilhada entre todos os micros, diferente de uma rede cabeada baseada em um switch, onde várias transmissões podem ocorrer simultaneamente, cada uma na velocidade máxima permitida pela rede. Isso ocorre devido ao compartilhamento da mídia de transmissão (o ar), que é compartilhado por todas as estações, similar ao que temos em uma rede 10base2 antiga, com cabos coaxiais.

Nas redes 802.11b e 802.11g estão disponíveis 11 canais de transmissão (na verdade são 14, mas três deles não podem ser usados devido à questão da legislação), que englobam as freqüências de 2.412 GHz (canal 1) a 2.462 GHz (canal 11), com intervalos de apenas 5 MHz entre eles.

Como os canais utilizam uma banda total de 22 MHz (em muitas citações, o valor é arredondado para 20 MHz), as freqüências acabam sendo compartilhadas, fazendo com que redes operando em canais próximos interfiram entre sí. O canal 6, cuja freqüência nominal é 2.437 GHz opera na verdade entre 2.426 e 2.448 GHz, invadindo as freqüências dos canais 2 até o 10. Veja só:

Canal

Freqüência nominal

Freqüência prática

1

2.412 GHz

2.401 a 2.423 GHz

2

2.417 GHz

2.405 a 2.428 GHz

3

2.422 GHz

2.411 a 2.433 GHz

4

2.427 GHz

2.416 a 2.438 GHz

5

2.432 GHz

2.421 a 2.443 GHz

6

2.437 GHz

2.426 a 2.448 GHz

7

2.442 GHz

2.431 a 2.453 GHz

8

2.447 GHz

2.436 a 2.458 GHz

9

2.452 GHz

2.441 a 2.463 GHz

10

2.457 GHz

2.446 a 2.468 GHz

11

2.462 GHz

2.451 a 2.473 GHz

Como pode ver na tabela, os canais 1, 6 e 11 são os únicos pode podem ser utilizados simultaneamente sem que exista nenhuma interferência considerável entre as redes (em inglês, os três são chamados de “non-overlapping channels”). Ao configurar uma rede com três pontos de acesso, você obteria (presumindo que não existissem outras redes próximas) um melhor desempenho configurando cada um deles para usar um dos três canais, ao invés de usar canais próximos, como 3, 5 e 7, por exemplo.

Em situações onde é necessário usar 4 canais simultaneamente, a melhor opção é usar os canais 1, 4, 8 e 11. Neste caso você se sujeita a uma certa dose de interferência, mas ela é muito menor do que ao escolher canais mais próximos.

Como você deve ter imaginado quando disse “nenhuma interferência considerável” a duas frases atrás, existe sim uma certa interferência entre os canais, mesmo ao utilizar os canais 1, 6 e 11. Como você pode ver no gráfico abaixo (gerado através de analisador de espectro), fornecido pela Atheros, a potência do sinal cai rapidamente ao sair da faixa de 22 MHz usada, mas não desaparece completamente, invadindo a faixa dos demais canais. O gráfico mostra placas com chipsets da Broadcom (a idéia do gráfico da Atheros parece justamente atacar a concorrente), mas teríamos gráficos muito similares usando placas de outros fabricantes:

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Apesar disso, a interferência não é considerável, pois existe uma diferença de cerca de 30 dB entre a potência do sinal dentro da faixa de freqüência e a parcela que vaza para as freqüências próximas. Se fosse uma percentagem, “30″ seria uma diferença relativamente pequena, mas como estamos falando em decibéis, t5emos na verdade uma proporção de 1 para 1000.

Note que quando falo em “interferir”, não significa que as redes param de funcionar, mas sim que a taxa de transmissão é reduzida. Se temos duas redes próximas, operando no mesmo canal, ambas com clientes transmitindo simultaneamente teremos, na melhor das hipóteses, a taxa de transmissão dividida pela metade (1.7 MB/s ou menos para cada rede), sem contar os pacotes corrompidos ou perdidos, que precisam ser retransmitidos. Devido a isso a taxa efetiva de transferência acaba sendo dividida não apenas entre os clientes da sua própria rede, mas também de redes próximas, o que acaba se tornando um problema em áreas densamente povoadas.

No Brasil é permitido também o uso dos canais 12 (2.467 GHz) e 13 (2.472 GHz), assim como na maior parte dos países da Europa. Entretanto, a maioria dos equipamentos que chegam ao nosso mercado operam dentro dos 11 canais permitidos nos EUA, que é, afinal o principal mercado consumidor. Em alguns casos é possível “destravar” o uso dos canais adicionais através de uma opção na configuração, ou através de um upgrade de firmware, mas nem sempre, de forma que acaba sendo mais fácil se conformar em utilizar um dos 11 canais do que ter que se preocupar usar apenas equipamentos que permitam o uso dos canais adicionais.

Devido à questão do compartilhamento da banda e da interferência, as redes wireless acabam sendo mais adequadas para compartilhar a conexão com a web e outros recursos que envolvam baixo de uso de banda. Não seria a melhor opção para um grande escritório onde os usuários precisam transferir grandes quantidades de arquivos, por exemplo. Nesse caso, uma rede mista, onde a maioria dos clientes utilizam a rede cabeada e apenas quem precisa de mobilidade utiliza a rede wireless, seria uma melhor opção.

Continuando, a grande maioria das placas wireless 802.11g são também compatíveis com o padrão 802.11b, o que mantém a compatibilidade com pontos de acesso do padrão anterior. Apesar de estar caindo em desuso, o 802.11b ainda é usado em muitas instalações, sobretudo em redes para acesso público.

Muitas placas são compatíveis também com o 802.11a, o que fecha a compatibilidade com os três padrões. Em alguns casos, os padrões suportados são indicados de forma bem óbvio, como no caso das placas “Intel PRO/Wireless 2200BG”, que suportam os padrões B e G, mas na maioria dos casos você precisa recorrer às especificações da placa. As placas que suportam mais de um padrão são chamadas de placas multimodo.

Além dos padrões oficiais, existem as extensões proprietárias criadas pela Atheros e Broadcom para aumentar o desempenho das redes baseadas em seus produtos.

As placas e pontos de acesso 802.11g baseados em chips da Atheros utilizam o “Atheros Super G”, um sistema dual-band, onde a placa passa a transmitir usando dois canais simultaneamente (channel bonding), dobrando a taxa de transmissão. Ele é encontrado nas placas e pontos de acesso D-Link AirPlus Xtreme G e nos produtos recentes da Netgear.

O efeito colateral é que, por transmitir usando dois canais simultâneos, ele acaba gerando bem mais interferência com outras redes próximas. Ao ativar o Super G, as placas e o ponto de acesso passam a transmitir usando o canal 6, usando uma faixa de freqüência total de 46 MHz (já que são usados dois canais).

Como vimos a pouco, o canal 6 utiliza uma freqüência nominal de 2.437 GHz, de forma que, com uma faixa de freqüência de 46 MHz, o sinal ocupa o espectro entre os 2.414 GHz e os 2.460 GHz. Ou seja, um rede Super G toma para si praticamente todo o espectro de freqüência reservada às redes 802.11g, interferindo em maior ou menor grau com todas as redes próximas, independentemente do canal usado por elas. Para reduzir o problema, a Atheros incluiu um recurso de ajuste automático da faixa de freqüência usada, que varia de acordo com a carga sobre a rede. Isso faz com que os transmissores utilizem os 46 MHz completos apenas nos momentos de atividade intensa, o que reduz o problema.

É importante enfatizar também que, ao contrário do divulgado no material publicitário da Atheros, o uso do Super G não aumenta (e nem reduz) o alcance da rede, o ganho se limita apenas à taxa de transferência. Diferenças entre o alcance obtido ao usar produtos com e sem o Super G são relacionados ao ganho das antenas, potência dos transmissores e à qualidade geral, não ao Super G propriamente dito.

O principal concorrente do Super G é o Afterburner, desenvolvido pela Broadcom. Em vez de também optar pelo uso de dois canais, a Broadcom optou por um sistema mais tradicional, que mantém o uso de um único canal, mas utiliza uma série de otimizações, reduzindo o overhead das transmissões e conseguindo assim aumentar a percentagem de bytes “úteis” transmitidos.

Entre as técnicas utilizadas estão o frame-bursting (onde são enviados uma série de pacotes de dados dentro de um único frame, reduzindo o overhead da transmissão) e a compressão de dados, que ajuda ao transferir arquivos com baixo índice de compressão através da rede. O ponto fraco é que o ganho de velocidade depende muito do tipo de dados transmitidos (por causa da compressão).

O Afterburner promete até 125 megabits, contra os 108 megabits do Super G e os 54 megabits do 802.11g “regular”. Na prática, as diferenças acabam não sendo tão grandes, pois o uso de dois canais do Super G aumenta o nível de interferência com redes próximas e a vulnerabilidade a interferências de uma forma geral e as otimizações utilizadas pelo Afterburner aumentam o número de pacotes perdidos ou corrompidos, reduzindo o ganho real de desempenho. Não espere um ganho de muito mais do que 30% nas taxas reais de transmissão em relação a uma rede 802.11g regular ao utilizar qualquer um dos dois.

Outro problema é que as otimizações só funcionam caso você baseie toda a sua rede em placas e pontos de acesso compatíveis com um dos dois padrões, caso contrário a rede passa a operar no modo 802.11g “padrão”, para manter a compatibilidade com todos os clientes. Na prática isso é bem complicado, pois você raramente pode escolher qual placa virá instalada ao comprar um notebook ou um PC montado, por exemplo.

Com o 802.11g, os fabricantes chegaram muito próximos do que é fisicamente possível transmitir usando um único transmissor e uma faixa de freqüência de apenas 22 MHz (equivalente a um único canal). Apesar disso, como foi demonstrado pelo Super G e pelo Afterburner, ainda existiam melhorias a serem feitas.

Em 2004 o IEEE formou uma força tarefa destinada a desenvolver um novo padrão 802.11, com o objetivo de oferecer velocidades reais de transmissão superiores às das redes cabeadas de 100 megabits, além de melhorias com relação à latência, ao alcance e à confiabilidade de transmissão. Considerando que uma rede 802.11g transmite pouco mais de 25 megabits de dados reais (descontando todo o overhead do sistema de transmissão), a meta de chegar aos 100 megabits parecia bastante ambiciosa.

A solução para o problema foi combinar melhorias nos algoritmos de transmissão e do uso do MIMO (multiple-input multiple-output). O MIMO permite que a placa utilize diversos fluxos de transmissão, utilizando vários conjuntos transmissores, receptores e antenas, transmitindo os dados de forma paralela.

Existe a possibilidade de criar pontos de acesso e placas 802.11n com dois emissores e dois receptores (2×2), dois emissores e três receptores (2×3), três emissores e três receptores (3×3) ou quatro emissores e quatro receptores (4×4). Os pontos de acesso 2×2 podem utilizar apenas duas antenas, os 2×3 ou 3×3 precisam de três antenas, enquanto os 4×4 precisam de 4 antenas.

Atualmente o mais comum é o uso das configurações 2×3 e 3×3, com o uso de três antenas, mas pontos de acesso com apenas duas (2×2) podem se tornar mais comuns conforme os preços forem caindo e os fabricantes se vejam obrigados a cortar custos. Da mesma forma, produtos high-end, com 4 antenas (4×4) podem vir a se popularizar conforme com o avanço da tecnologia.

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Ponto de acesso e placa 802.11n, ambos com três antenas

Somando todas as melhorias, foi possível aumentar tanto a velocidade de transmissão quanto o alcance. A velocidade nominal subiu de 54 para 300 megabits (600 megabits nos APs 4×4, capazes de transmitir 4 fluxos simultâneos) e o uso de múltiplos fluxos de transmissão torna o alcance do sinal quase duas vezes maior.

Para atingir taxas de transmissão tão altas, o 802.11n combina uma série de melhorias. A primeira é a redução do guard interval (o intervalo entre as transmissões) de 800 ns para 400 ns, o que resulta em um ganho de cerca de 11% na taxa de transmissão. A ele se soma o aumento no número de subcarriers para a transmissão de dados de 48 para 52.

Os subcarriers são faixas de transmissão com 312.5 kHz cada, que combinadas resultam na banda total usada pela rede. Nas redes 802.11g, 4 dos 52 subcarriers são usados para transmitir informações sobre a modulação do sinal, deixando apenas 48 para a transmissão dos dados. No 802.11n foi possível realocar estes 4 subcarriers para a transmissão de dados, resultando em um ganho proporcional na taxa de transmissão.

Somando os dois com uma melhoria no algoritmo de transmissão de erros, foi possível chegar a uma taxa de transmissão de 72.2 megabits por transmissor (usando um único canal).

A as melhorias parassem por aí, o 802.11n ofereceria um ganho de apenas 33% sobre o 802.11g, o que ofereceria poucos ganhos na prática. Daí em diante, os ganhos se baseiam no uso de “força bruta”, combinando o uso de vários rádios e de dois canais simultâneos. É aí que entra o MIMO.

Graças ao uso do MIMO, os pontos de acesso 802.11n podem utilizar dois ou quatro fluxos simultâneos, o que dobra ou quadruplica a taxa de transmissão, atingindo respectivamente 144.4 e 288.8 megabits.

A princípio, o uso de diversos transmissores, transmitindo simultaneamente na mesma faixa de freqüência parece contra produtivo, já que geraria interferência (como ao ter várias redes operando no mesmo espaço físico), fazendo com que os sinais se cancelassem mutuamente. O MIMO trouxe uma resposta criativa para o problema, tirando proveito da reflexão do sinal. A idéia é que, por serem transmitidos por antenas diferentes, os sinais fazem percursos diferentes até o receptor, ricocheteando em paredes e outros obstáculos, o que faz com que não cheguem exatamente ao mesmo tempo. O ponto de acesso e o cliente utilizam um conjunto de algoritmos sofisticados para calcular a reflexão do sinal e assim tirar proveito do que originalmente era um obstáculo:

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Reflexão dos sinais no MIMO

Este recurso é chamado de Spatial Multiplexing. Você pode imaginar que o sistema funciona de forma similar ao que teríamos utilizando três (ou quatro) antenas direcionais apontadas diretamente para o mesmo número de antenas instaladas no cliente. A “mágica” do MIMO é permitir que um resultado similar seja obtido mesmo utilizando antenas ominidirecionais, que irradiam o sinal em todas as direções.

Naturalmente, o sistema torna necessário o uso de uma boa dose de poder de processamento, o que demanda o uso de controladores mais complexos nos dispositivos, o que além de aumentar o custo, também aumenta o consumo elétrico (um problema no caso dos portáteis).

Pontos de acesso capazes de transmitir 4 fluxos simultâneos são muito raros, já que eles precisam de 4 emissores, 4 receptores e 4 antenas, além de um processador de sinais extremamente poderoso para lidar com o grande volume de possibilidades de reflexão. A complexidade do trabalho cresce exponencialmente conforme aumenta o número de fluxos simultâneos, de forma que usar 4 fluxos demanda 4 vezes mais processamento do que apenas dois.

As soluções atuais (final de 2007) utilizam apenas dois fluxos simultâneos, o que simplifica muito o projeto. Mesmo no caso dos pontos de acesso 2×3 ou 3×3, os transmissores extra são usados para melhorar a diversidade, permitindo que o ponto de acesso transmita ou receba usando as duas antenas que ofereçam o melhor sinal em relação a cada cliente.

Para conseguir atingir 288.8 megabits utilizando apenas dois fluxos, é utilizado o sistema HT40, onde são utilizados dois canais simultaneamente (assim como no Super G da Atheros), ocupando uma faixa de freqüência de 40 MHz. Somando tudo isso a um pequeno arredondamento, chegamos aos 300 megabits divulgados pelos fabricantes. Um ponto de acesso que combine o uso do HT40 com 4 rádios dobraria a taxa teórica, chegando a 600 megabits.

Devido a normas regulatórias, o uso de uma faixa de 40 MHz não é permitida em muitos países, como no caso da França, onde é permitido apenas o uso dos canais 10, 11, 12 e 13 (o que resulta em uma faixa de freqüência de apenas 20 MHz) por isso existe a opção de usar o sistema HT20, onde o ponto de acesso se limita a usar uma faixa mais estreita, de apenas 20 MHz. A opção fica disponível dentro das configurações do ponto de acesso, como neste screenshot da configuração de um AP Belkin N1:

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Este gráfico da Intel mostra uma projeção da taxa de transferência bruta usando diferentes combinações, de acordo com a qualidade do sinal. Veja que um ponto de acesso que utilize dois fluxos simultâneos, usando o sistema HT40, oferece, na prática, um throroughput superior ao de um com que utilize 4 fluxos, mas utilize o HT20:

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Na prática, depois de descontado todo o overhead, os melhores pontos de acesso 802.11n conseguem transmitir em torno de 85 megabits usando a faixa dos 2.5 GHz com o HT40, o que chega bem perto do oferecido por uma rede cabeada de 100 megabits. Para efeito de comparação, a taxa de transferência real no 802.11g é de cerca de 25 megabits.

O grande problema é que uma faixa de 40 MHz corresponde a quase toda a faixa de freqüência usada pelas redes 802.11g, o que acentua o já crônico problema de interferência entre redes próximas. Prevendo isso, o padrão 802.11n prevê também o uso da faixa dos 5 GHz que pode ser usada para reduzir o problema.

Entretanto, nem todos os produtos oferecem suporte à faixa dos 5 GHz, já que incluir suporte a ela encarece um pouco os produtos. Em geral, os produtos oferecem suporte à faixa dos 2.4 GHz, ou oferecem suporte simultâneo aos 2.4 e 5 GHz (produtos que oferecem suporte apenas aos 5 GHz são muito raros). Existem também pontos de acesso “dual-band”, que utilizam as duas faixas de freqüência simultaneamente (usando automaticamente o que for suportado por cada cliente) de forma a minimizar o problema de interferência.

Outra observação importante é que o padrão 802.11n ainda está em desenvolvimento e a previsão é que seja finalizado apenas em 2009. Os produtos que existem atualmente no mercado são chamados de “draft-n”, pois são na verdade baseados em rascunhos do padrão.

Os primeiros produtos, lançados durante a primeira metade de 2006 eram ainda baseados no primeiro rascunho do padrão (draft 1.0). Ele ofereciam taxas de transferência muito abaixo do esperado e muitos problemas de compatibilidade.

No início de 2007 foi finalizado o segundo rascunho (draft 2.0) do padrão, o que permitiu o desenvolvimento de produtos mais adequados e, em novembro de 2007 foi finalizado o terceiro rascunho (draft 3.0), que solucionou problemas adicionais. Com isso criou-se um certo consenso de não devem ser incluídas mudanças radicais, o que tem levado todos os principais fabricantes a lançarem produtos draft-n, incluindo a Intel que adotou o 802.11n na plataforma Santa Rosa, usada nos notebooks com o selo Intel Centrino.

Embora sejam um pouco mais caros de se produzir, os produtos 802.11n tendem a cair rapidamente de preço e substituírem tanto os 802.11g quanto os 802.11a, já que oferecem vantagens em relação a ambos. O ganho de velocidade pode variar de acordo com o produto e com o fabricante, mas (com exceção de alguns produtos baseados no draft 1.0) sempre existem um ganho expressivo em relação a uma rede 802.11g.

Com exceção dos poucos pontos de acesso 802.11n que são capazes de operar apenas na faixa dos 5 GHz, a compatibilidade com os clientes 802.11g e 802.11b é mantida, de forma que é possível fazer a migração de forma gradual. A principal observação nesse caso é que combinar clientes 802.11n e 802.11g ou b reduz o desempenho da rede, embora o percentual varie bastante de acordo com o modelo usado.

Se você está atualizando sua rede, uma boa opção pode ser manter o ponto de acesso 802.11g atual e apenas adicionar o 802.11n, ficando com dois APs.

Nesse caso, configure os dois pontos de acesso com SSIDs diferentes (de forma que o cliente possa realmente escolher qual utilizar na hora de de conectar à rede), com ambos ligados diretamente ao switch da rede. Mantenha-os a uma certa distância (se possível em cômodos diferentes) para minimizar a interação entre eles (e, consequentemente, a perda de desempenho em ambas as redes) e não se esqueça de usar canais diferentes na configuração de ambos.

Se possível, configure o ponto de acesso 802.11n para utilizar a faixa dos 5 GHz, já que além de mais limpa, ela não interfere com os 2.4 GHz usados pelo AP 802.11g. Caso isso não seja possível (se o AP ou alguns dos clientes 802.11n forem limitados à faixa dos 2.4 GHz) então prefira utilizar o modo HT20, que apesar de oferecer uma taxa de transferência mais baixa, interferirá menos com o AP 802.11g.

Caso você esteja utilizando pontos de acesso com funções de roteador, não se esqueça de desativar o servidor DHCP de um deles, caso contrário eles passarão a oferecer os mesmos endereços aos clientes, criando conflitos.

Com essa configuração, você terá essencialmente duas redes distintas, permitindo que os clientes 802.11n e 802.11g disponham de toda a velocidade de suas respectivas redes, sem perdas. Os dois APs podem então conviver até que o último cliente 802.11g seja substituído.

Uma rede cabeada pode, por natureza, ser acessada apenas por quem tem acesso físico aos cabos. Isso garante uma certa segurança, já que para obter acesso à rede, um intruso precisaria ter acesso ao local. Nas redes wireless, por outro lado, o sinal é simplesmente irradiado em todas as direções, de forma que qualquer um, usando um PC com uma antena suficientemente sensível pode captar o sinal da rede e, se nenhuma precaução for tomada, ganhar acesso a ela

A maioria dos pontos de acesso utilizam antenas de 2 dBi e as placas utilizam, em geral, utilizam antenas ainda menos sensíveis. O alcance divulgado pelos fabricantes é calculado com base no uso das antenas padrão. Entretanto, é possível captar o sinal de muito mais longe utilizando antenas de alto ganho, sobretudo antenas direcionais, que concentram o sinal em uma faixa bastante estreita. Existe até uma velha receita que circula pela internet de como fazer uma antena caseira razoável usando um tubo de batata Pringles. Não é brincadeira: o tubo é forrado de papel alumínio e tem um formato adequado para concentrar o sinal gerado pela antena.

Usando uma antena apropriada, o sinal de um ponto de acesso colocado perto da janela pode ser captado de 1, 2 ou até mesmo 3 quilômetros de distância em cenários onde não existam obstáculos importantes pelo caminho. Caímos, então, em um outro problema. Você simplesmente não tem como controlar o alcance do sinal da rede. Qualquer vizinho próximo, com uma antena potente (ou um tubo de batata), pode conseguir captar o sinal da sua rede e se conectar a ela, tendo acesso à sua conexão com a web, além de arquivos e outros recursos que você tenha compartilhado entre os micros da rede.

Surgiram então os sistemas de encriptação, que visam garantir a confidencialidade dos dados. Eles não fazem nada para impedir que intrusos captem o sinal da rede, mas embaralham os dados de forma que eles não façam sentido sem a chave de desencriptação apropriada.

O primeiro passo foi o WEP, abreviação de “Wired-Equivalent Privacy”, que, como o nome sugere, trazia como promessa um nível de segurança equivalente ao das redes cabeadas o que logo se revelou falso.

Existem dois padrões WEP: de 64 e de 128 bits. Os primeiros pontos de acesso e placas 802.11b suportavam apenas o padrão de 64 bits, mas logo o suporte ao WEP de 128 bits virou norma. Muitos fabricantes adicionaram extensões proprietárias que permitiam utilizar chaves de 256 bits, mas apenas entre produtos do mesmo fabricante.

O grande problema é que o WEP é baseado no uso de vetores de inicialização que, combinados com outras vulnerabilidades, tornam as chaves muito fáceis de quebrar, usando ferramentas largamente disponíveis, como o aircrack. As chaves de 128 bits são tão fáceis de quebrar quanto as de 64 bits, os bits extra apenas tornam o processo um pouco mais demorado, fazendo com que sejam necessários 10 minutos para quebrar a chave de encriptação da sua rede ao invés de 30 segundos, por exemplo.

Usar o WEP em uma rede atual é como fechar a porta de casa com um arame. Ele pode dar uma certa sensação de segurança, mas um invasor só teria o trabalho de desenrolá-lo para entrar. Usar o WEP de 128 bits equivale a dar mais voltas no arame: apenas torna o processo de um pouco mais demorado. Se você ainda usa equipamentos antigos, que estão limitados à encriptação via WEP, é recomendável substituí-los assim que possível.

Em resposta às múltiplas vulnerabilidades do WEP, a WiFi-Alliance passou a trabalhar no desenvolvimento do padrão 802.11i, que diferentemente do 802.11b, 802.11a, 801.11g e 802.11n não é um novo padrão de rede, mas sim um padrão de segurança, destinado a ser implantado nos demais padrões.

Como uma medida emergencial até que fosse possível completar o padrão, foi criado o WPA (Wired Protected Access), um padrão de transição, destinado a substituir o WEP sem demandar mudanças no hardware dos pontos de acesso e nas placas antigas. O WPA foi criado em 2003 e praticamente todos os equipamentos fabricados desde então oferecem suporte a ele. Como não são necessárias mudanças no hardware, um grande número de equipamentos antigos podem ganhar suporte através de atualizações de firmware.

O WPA abandonou o uso dos vetores de inicialização e do uso da chave fixa, que eram os dois grandes pontos fracos do WEP. No lugar disso, passou a ser usado o sistema TKIP (Temporal Key Integrity Protocol) onde a chave de encriptação é trocada periódicamente e a chave definida na configuração da rede (a passphrase) é usada apenas para fazer a conexão inicial. Combinadas com outras melhorias, o WPA se tornou um sistema relativamente seguro, que não possui brechas óbvias de segurança. É ainda possível quebrar chaves fáceis ou com poucos caracteres usando programas que realizam ataques de força bruta, mas para chaves com 20 caracteres ou mais são inviáveis de se quebrar devido ao enorme tempo que seria necessário para testar todas as combinações possíveis. A menos que você esteja configurando uma rede de acesso público, o WPA é o mínimo em termos de segurança que você deve utilizar.

Além do padrão WPA original, de 2003, temos também o WPA2, que corresponde à versão finalizada do 802.11i, ratificado em 2004. A principal diferença entre os dois é que o WPA original utiliza algoritmo RC4 (o mesmo sistema de encriptação usado no WEP) e garante a segurança da conexão através da troca periódica da chave de encriptação (utilizando o TKIP), enquanto o WPA2 utiliza o AES, um sistema de encriptação mais seguro e também mais pesado. O AES é o sistema de criptografia usado pelo governo dos EUA, de forma que, mesmo que alguém descobrisse uma falha no algoritmo que pudesse permitir um ataque bem-sucedido, ele teria sistemas muito mais interessantes para invadir do que sua parca rede. :)

Os equipamentos atuais suportam ambos os padrões, de forma que você pode escolher qual usar ao configurar o ponto de acesso. Em muitos casos, as opções são renomeadas para “TKIP” (que corresponde ao WPA original) e “AES” (WPA2), o que gera uma certa confusão:

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Usar o AES garante uma maior segurança, o problema é que ele exige mais processamento. Isso pode ser um problema no caso dos pontos de acesso mais baratos, que utilizam controladores de baixo desempenho. Muitos pontos de acesso e algumas placas antigas simplesmente não suportam o WPA2 (nem mesmo com uma atualização de firmware) por não terem recursos ou poder de processamento suficiente e existem também casos onde o desempenho da rede é mais baixo ao utilizar o WPA2 por que o ponto de acesso não possui poder de processamento suficiente.

Existem também casos de clientes com placas antiga, ou ferramentas de configuração de rede que não suportam o AES e por isso não conseguirão se conectar à rede, embora na grande maioria dos casos tudo funcione sem maiores problemas.

Tanto ao usar o TKIP quanto ao usar o AES, é importante definir uma boa passphrase, com pelo menos 20 caracteres e o uso de caracteres aleatórios (ao invés da simples combinação de duas ou três palavras, o que torna a chave muito mais fácil de adivinhar). A passphrase é uma espécie de senha que garante o acesso à rede. Como em outras situações, de nada adianta um sistema complexo de criptografia se as senhas usadas ao fáceis de adivinhar.

Continuando, a “doméstica” do WPA, onde é utilizada uma chave de autenticação é chamada de WPA Personal (ou WPA-PSK, onde PSK é abreviação de “Pre-Shared Key”, ou “chave previamente compartilhada”).

Além dela, temos o WPA-Enterprise (ou WPA-RADIUS), onde é utilizada uma estrutura mais complexa, onde o ponto de acesso é ligado a um servidor RADIUS, que controla a autenticação. A sigla “RADIUS” é o acrônimo de “Remote Authentication Dial In User Service”, apesar do nome intimidados, o RADIUS é um protocolo de autenticação de rede, que é utilizado por um grande número de outros serviços. Justamente por isso ele acabou sendo escolhido para uso no WPA-Enterprise.

O servidor pode ser tanto uma máquina Linux (com o FreeRADIUS) quanto um servidor Windows, cujo endereço é indicado na configuração do ponto de acesso. No caso deste modelo do screenshot abaixo, a opção de usar o WPA-Enterprise foi renomeada para apenas “WPA” e a opção de usar o WPA-Personal aparece como WPA-PSK:

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Nessa configuração, o ponto de acesso passa a ser chamado de “autenticador” e passa a retransmitir os pedidos de conexão para o servidor de autenticação ligado a ele. O servidor verifica as credenciais dos clientes e dá a ordem para que o ponto de acesso libere ou não o acesso. O mais comum é que a autenticação seja feita pela combinação de uma passphrase e de um certificado digital, que pode ser tanto armazenado no próprio HD (menos seguro), quanto em alguns dispositivos externo, como um pendrive ou um smartcard. Quando o cliente se conecta, é criado um túnel encriptado entre ele e o servidor, garantindo a segurança dos dados transmitidos.

Os nomes “WPA-Personal”, “WPA-PSK e “WPA-Enterprise” dizem respeito ao funcionamento do sistema de autenticação, enquanto o “WPA” e o “WPA2″ dizem respeito ao algoritmo de encriptação usado (RC4 ou AES). Tanto as redes que utilizam o WPA-PSK quanto as que utilizam o WPA-Enterprise pode utilizar tanto o WPA quanto o WPA2, de acordo com os equipamentos usados e a configuração.

Fonte: Guia do Hardware


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2 respostas

23 02 2008
marcel

Amigo, estou tendo um problema e creio q vc pode me ajudar… tenho um roteador wireless dlink no apartamento onde mora meu pai, com uma antena omini externa de 12db, colokei uma antena grade de 24db, na sala do escritorio que fica proximo do apartamento uns 250metros , as antenas estão miradas certinho, porem o meu sinal fica caindo direto, no escritorio tenho um Ap da trend net, onde atraves dele no site survei, eu visualizo os sinais de rede… ele encontra em torno de 6 sinais de rede alem do meu sinal, mas eu precebi q todos os sinais estão sendo transmitidos no canal 6 , creio eu q seja um canal padrao, gostaria de saber se eu mudar o canal do roteador para ex:11 , vai melhorar ? muito obrigado pela atenção, aguardo o retorno no email

7 10 2008
Anderson Olivo

Excelente materia. Elimina qualquer dúvida em relação a evolução.