Saúde: Cuidados para profissionais de TI

21 01 2008

Por Gilberto Sudré

Nós, que trabalhamos quase todo o tempo na frente de um computador, precisamos tomar alguns cuidados para que não tenhamos problemas como dores nos olhos, braços, ombros e mãos. Como se proteger para que o seu “hardware” não apresente problemas antes da hora?

Uma das patologias cada vez mais freqüentes é a chamada Fadiga Visual ou Síndrome do Usuário de Computador, conhecida também como CVS (Computer Vision Syndrome). Este problema tem como principais sintomas os olhos irritados, ressecados e vermelhos, com coceira ou lacrimejamento, fadiga, sensibilidade à luz, sensação de peso das pálpebras e dificuldade em focar as imagens, enxaquecas, dores lombares e musculares.

Vamos a algumas dicas simples do que fazer para evitar que você seja vitima deste mal?

Primeiro procure piscar com freqüência. Já foi provado que a radiação emitida pelo computador não prejudica os olhos, mas o hábito de ficar muitas horas com os olhos focados no monitor causa desconforto visual e visão embaçada. Ao usar o computador, o usuário mantém o globo ocular fixo o que prejudica a umidade natural dos olhos. Os colírios podem ajudar mas sempre consulte seu oftalmologista quanto ao produto ideal a ser utilizado.

Para relaxar procure fazer dar uma parada de 10 minutos a cada hora. Aproveite para se levantar, andar um pouco, alongar os músculos dos ombros, costas, pescoço, mãos e braços. Na volta observe sua postura durante o trabalho, procurando manter-se ereto. Ajuste sua cadeira de forma que suas costas estejam firmemente apoiadas no encosto e seus pés totalmente apoiados no chão.

O local de trabalho é muito importante, assim organize para que o telefone, máquina de calcular, porta-lápis e outros acessórios estejam o mais próximos possível do monitor. Isto vai diminuir a extensão dos movimentos para alcançá-los. Se você vai digitar o conteúdo de documentos procure utilizar pranchetas com apoio ou suportes para mantê-los perto da tela. Desta forma os movimentos da cabeça e dos olhos serão menores.

O topo do monitor deve estar na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo e a distância da tela deve estar entre 50 e 70 centímetros dos olhos. Tenha cuidado com luzes incidindo direto sobre os seus olhos (como luminárias de mesa) e ilumine bem o ambiente onde está localizado o computador. Se necessário, utilize um filtro anti-reflexo na tela do computador. Não se esqueça do teclado. Este deve estar na altura de seus cotovelos, assim como o mouse.

É bom lembrar de visitar regularmente o seu oftalmologista e, se este for o seu caso, manter as receitas de óculos sempre atualizadas.

Com estas dicas o uso do computador por longo tempo vai ficar um pouco mais confortável.

Um forte abraço e até a próxima semana.

Fonte: iMasters





Equilíbrio pessoal e profissional – mais do que retórica

14 01 2008

Que o equilíbrio pessoal e profissional é algo positivo, pelo menos a maioria das pessoas concorda. O objetivo deste artigo é mostrar que existe mais do que retórica em relação ao tema. As análises geradas são frutos da recente pesquisa de Mestrado em Gestão e Inovação que realizei na COPPE-UFRJ, cujo título foi ‘A importância da percepção do equilíbrio entre as vivências pessoais e profissionais como um meio de aumentar a satisfação de vida’. Foi curioso perceber que apesar de muito debatido na mídia de negócios, poucas pesquisas acadêmicas nacionais abordam o tema, mostrando o quanto ele ainda tem a evoluir, e assim, sair da retórica.

O desenvolvimento de novas tecnologias tem gerado formas inovadoras de equilibrar melhor o tempo, através do ‘tempo flexível’ ou do ‘escritório virtual’. Cabe ao homem saber utilizar os benefícios que esses recursos oferecem. O envelhecimento da população mundial, por sua vez, faz com que as pessoas ainda vivam bastante tempo após à aposentadoria e, assim, questionem a forma com que conduziram suas vidas, e, principalmente, o que farão no tempo livre. O avanço das leis trabalhistas em vigor em várias nações também oferece novas relações trabalhistas que permitam maior equilíbrio do tempo pessoal e profissional. As novas gerações que dominam os quadros organizacionais não aceitam com a mesma facilidade a dicotomia Vida x Trabalho, por que para essas pessoas a vida é algo que inclui o trabalho e não apenas o mesmo.

Esta foi justamente a primeira premissa da pesquisa: em vez de Vida Pessoal e Vida Profissional, foi utilizado o termo ‘vivência’, já que a vida é algo maior e que inclui as vivências pessoais, profissionais, as interferências entre as mesmas e inclusive um algo inexplicável, que cada pessoa percebe ao seu modo. Segundo os respondentes da pesquisa primária, a nota média de satisfação na vida (76,95) foi ligeiramente superior à satisfação nas vivências pessoais (73,88) e profissionais (72,83), indicando este algo a mais.

A pesquisa também verificou as horas médias nas vivências das pessoas. Elas querem dormir mais (7,41 versus 8,20 horas por dia). Também querem ter mais tempo nas vivências pessoais (7,06 versus 9,20 horas por dia), porém no formato típico, e não através de interferências do pessoal sobre o profissional. Logo, as pessoas querem menos tempo nas vivências profissionais (9,42 versus 6,4 horas por dia), e reduzindo drasticamente as interferências do profissional sobre o pessoal.

Para validar a hipótese que intitula o trabalho, os respondentes apontaram sua percepção de equilíbrio pessoal e profissional, as horas dedicadas às vivências pessoais e profissionais, e depois novamente a percepção do equilíbrio. Foi verificada esta relação entre uma maior percepção de equilíbrio e mais satisfação de vida. Os dados da pesquisa também indicaram uma influência superior da satisfação nas vivências pessoais sobre a satisfação na vida, comparada à satisfação nas vivências profissionais. Isto indica que negligenciar as vivências pessoais realmente pode conferir um alto custo para a vida como um todo.

Os entrevistados apontaram o autoconhecimento como o norte principal para a questão do equilíbrio pessoal e profissional. Uma vez acessados os seus valores, cabe à pessoa a disciplina de respeitá-los, sendo apontada como a principal dificuldade na incorporação da questão do equilíbrio no dia-a-dia. Uma entrevistada chegou a apontar o equilíbrio como uma competência a ser aprendida, assim como as competências profissionais que assimilamos nas faculdades e nas organizações.

Também foram pesquisadas duas empresas, uma apontada como modelo na questão do equilíbrio, e outra com deficiências na questão do equilíbrio. Dentre as lições aprendidas, revelou-se fundamental a inserção do tema do equilíbrio na agenda estratégica da organização. Somente assim indicadores, processos e ações confluirão em busca da disciplina necessária para o equilíbrio. Em termos de Gestão da Mudança, o apoio da alta direção revelou-se fundamental, paralelo ao apoio das lideranças locais que são as verdadeiras promotoras do tema nas equipes. Foi percebida na organização referência no tema uma alta relação da promoção do equilíbrio com os processos de Gestão de Pessoas, os quais norteiam formas claras de trabalhar o tema, havendo inclusive nesta empresa um curso sobre equilíbrio pessoal e profissional.

A grande conclusão desta pesquisa é que a percepção do equilíbrio pessoal e profissional realmente afeta a satisfação de vida. Entretanto, é fundamental a reflexão individual dos valores pessoais e organizacionais. Somente ela permite a tomada de consciência, que é fundamental para aumentar a sua satisfação de vida.

Fonte: André Dametto





Colaborar com os outros faz você colaborar consigo mesmo

19 11 2007

A colaboração tem o mérito de fazer os profissionais se tornarem melhores e preparados para enfrentar quaisquer circunstâncias sejam com quem estiverem interagindo.

É muito importante colaborar, porque você desenvolve o relacionamento com as pessoas e estas passam a lhe enxergar como alguém que troca, que podem contar, e assim se inicia o processo de estruturação da relação de confiança (com os outros e consigo mesmo).

De todas as formas de se estabelecer confiança, a mais efetiva é a troca que a colaboração proporciona pois:
 
* Há o aprendizado em conhecer os mais diferentes perfis de profissionais, a entendê-los e a lidar com eles, e os outros também aprendem a conhecer você;

* Estimula-se a preparação para trabalhar em equipe e atuar de forma a deixar claro que cada um sabe qual é a sua responsabilidade;

* Passa-se a entender os contextos amplamente e não apenas o seu “pedacinho”;

* Atua-se pelo bem comum pois o resultado é construído conjuntamente e

* Percebe-se a agregação de valor que o seu trabalho tem no contexto que está inserido e dos outros no seu contexto.

Pode parecer quase que uma doutrina, mas na verdade é um aprendizado: você aprende a trocar experiência, apoiar, gerar solução à “4 mãos” e com isso enxerga as questões de diversos ângulos, que até poderiam lhe ser inimagináveis, e entende o seu trabalho alinhado ao dos outros.

As organizações valorizam quem colabora, porque além de você se sentir parte do processo  você sabe que a sua atuação foi fundamental para o resultado e organização também entende o seu trabalho desta forma. SIM, ela entende.

No mundo dos negócios, quem colabora deixa de ser potencial promessa e passa a ser percebido como  solucionador. Isto significa que você foca o negócio e faz acontecer.

Já quem não colabora é percebido como àquele que fica voltado somente ao que é melhor para si próprio e logo, não permanecerá no contexto por muito tempo.

Claro, existem às exceções circunstanciais, mas que tipo de profissional quer ser exceção se não for por conquista e mérito próprio?

Construa uma rede de colaboração a sua volta e seja parte atuante dela.

Facilite a vida dos outros, porque assim você facilita a sua.

Haja da forma como você gostaria de que agissem com você.

Colabore com você mesmo.

Sílvia Somenzi
Diretora Superintendente da SOLUZZIONE – Expansão de Negócios, empresa focada em entender a estratégia de negócio dos clientes e atuar junto aos parceiros com soluções em TI para atender esta estratégia. Foco: ser solução.

Fonte: Baguete





O que você vai ser quando crescer?

14 10 2007

Por Paulino Michelazzo 

No atual mundo globalizado, as dúvidas sobre o que ser e como ser rondam desde os mais tranqüilos estudantes até os mais experientes gerentes na hora de escolher qual o caminho a seguir para a carreira. Se você também sofre deste mal e faz parte do mundo da tecnologia, este artigo pode lhe ser útil.

Sei que você deve estar cansado de ouvir dicas das mais variadas e dos maiores “gurus” de RH do planeta sobre como conduzir sua carreira e pensa que este é mais um artigo que possui a mesma abordagem. Antes que pare a leitura, deixe-me explicar no que ele é diferente. Não sou guru de nada, não estou vendendo nada, não estou lhe dando fórmulas milagrosas, não estou dizendo que você vai ficar rico, não estou “faturando em cima” e tampouco afirmando que minha experiência serve para você. Somente gostaria de responder à algumas pessoas que, devido a artigos anteriores, enviaram-me longas mensagens com um ponto recorrente que posso resumir em uma pequena frase que é “o que fazer de minha vida”. Então ele é uma resposta à estas perguntas e também algumas dicas para os profissionais (ou futuros profissionais) da área de tecnologia.

Competição acirrada, menos postos de trabalho, maior facilidade para obtenção de conhecimento e automação de funções são algumas das variáveis que hoje fazem parte da equação de escolha duma carreira. Mas além destas variáveis também é possível citar o anseio manipulado das pessoas visando o consumismo, o status, o sucesso. A preocupação em obter este “sucesso” ou status desvirtua a tal ponto que esquecemos os caminhos que devem ser traçados para ao menos obter-se tranqüilidade na vida ou até mesmo este tão falado sucesso.

E o que tem a ver esta ladainha com a tecnologia?

Se você está correndo atrás do sucesso e não sabe por onde, tem muito a ver.O mundo tecnológico é aquele que hoje mais se aproxima da realidade de mercado e ao mesmo tempo o que mais se distancia desta. É daqueles que mais exige do profissional em todos os sentidos, sendo muitas vezes o algoz da destruição de lares, mas também é aquele que oferece a maior quantidade de oportunidades ou o já comentado sucesso para pessoas de todos os níveis. Se compararmos o mundo da tecnologia com o mundo da bola, vemos mais profissionais bem sucedidos e mais bem pagos no primeiro que no segundo. Claro que “ronaldinhos”, “kakás” e “pelés” são poucos, tais como são os “ellisons”, “gates” e “jobs”, mas isso não serve de parâmetro para a comparação. Costumo dizer que estes “seres” são iluminados de alguma forma, o que não está ao alcance da grande maioria (meu inclusive).

Mas o mundo da bola também nos oferece uma visão interessante sobre carreira e sucesso. Além do dom que alguns possuem, a lapidação de um craque com sucesso passa por duas fases distintas: a primeira que é o desejo de ser craque e a segunda o trabalho para ser craque. Estes são os pontos mais importantes e aqueles que a maioria das pessoas não consegue enxergar quando falamos de carreira na área tecnológica. Esquecemos que temos que desejar ser craques na tecnologia e temos também que trabalhar para sermos craques. Não é somente talento que tira um menino pobre dos campos de pelada, mas muito trabalho duro e o mesmo paralelo está na tecnologia.

O desejo de ser craque (ou “sou apaixonado por redes mas amo programação”)

Um pensamento no mínimo dúbio pois são áreas tão diferentes quanto é o futebol e o rugby (aquele futebol estranho com bola oval). Não é porque ambos tem traves e chuta-se uma bola que são iguais. Da mesma forma, não é porque redes e programação estão relacionadas com computadores que são a mesma coisa. Áreas muito distintas dentro do universo tecnológico.Esta dúvida é a primeira placa de bifurcação que irá encontrar e diante dela, o primeiro passo é saber o que deseja realmente. Se você não tem muita certeza, tudo bem, vá “sentindo” o que gosta de fazer e caminhe por este lado. Ao contrário do que a sociedade prega, não existe caminho errado (salvo aquele do crime). O importante é ter o desejo fortemente embutido em você.

Se gosta de fazer com que computadores pensem, programe. Se ao contrário disso adora ver computadores se comunicando, estude redes. Fazer ambos é possível? Sim, claro que é. Existem algumas pessoas que são capazes disso mas duvido que Ayrton Senna fosse tão bom piloto de motovelocidade como era de Fórmula 1. Além disso não se engane quanto a sucesso, emprego e status. Há algumas décadas ser maquinista de trens era algo espantoso e muito bem visto. Hoje em dia nem sabemos onde estão os trens. Então não deixe que o “hoje” diga à você o que é melhor. Os anos passam e tudo muda, inclusive nossas escolhas que precisam ter flexibilidade para serem adaptadas a estas mudanças.

Decidi, quero…

Muito bem flipper, já ganhou uma sardinha! Mas será que já decidiu mesmo? Já sabe que parte da programação vai trabalhar? Ou em que área de redes/sistemas vai atuar? Não??? Como pôde esquecer que são áreas extremamente amplas e com várias opções? Vai programar para a Internet? Para dispositivos móveis ou ainda para mainframes? E as redes? Trabalhará com segurança? Com redes WAN? LAN? Infra-estrutura ou sistemas? Pense mais um pouco enquanto seguimos adiante com os caminhos que podem ser trilhados por você.O trabalho para ser craque (ou “os caminhos existentes”)

Algumas pessoas possuem a facilidade de aprender qualquer coisa sozinhas ou no cotidiano. Pessoas deste grupo são capazes de pegar um código, interpretá-lo, entendê-lo e melhorá-lo sem a necessidade de ir para um banco de escola ou ainda ler um livro e compreender o funcionamento de protocolos e pacotes de redes. Esta é uma forma de aprendizado que não deve ser desperdiçada, ao contrário, deve ser muito valorizada pois seguir o caminho do conhecimento sem um tutor é o mesmo que seguir uma trilha sem mapa e sem bússola.Se você possui esta facilidade, bem-vindo ao clube! Certamente você tem facilidade de aprender qualquer coisa que caia em sua mão. Em contrapartida terá um problema grande a enfrentar: a sociedade ainda não está preparada para pessoas assim e poucos são aqueles que sem um pergaminho debaixo do braço (o famoso canudo) conseguirão uma boa posição. Na maioria das vezes é preciso provar e reprovar a capacidade existente por dezenas de formas possíveis, o que torna a ascensão mais penosa, mas não impossível.

Outro caminho que pode ser trilhado é aquele do banco da escola. Matricula-se em uma faculdade, paga-se a mensalidade e senta-se educadamente na cadeira para receber um monte de instruções de como fazer e como não fazer as coisas. Muitos preferem este tipo de caminho pois ele tem vantagens bem visíveis. Ao final dos estudos, recebe-se o famoso canudo e mesmo que tenha feito um curso medíocre numa faculdade de fundo de quintal, é possível provar que sabe (mesmo não sabendo). Outra vantagem visível é aquela que sua obrigação resume-se em tirar nota e pagar a mensalidade em dia. Simples se comparado aos demais caminhos que muitas vezes guardam surpresas não muito agradáveis.

Obviamente que existem faculdades que são o sonho de todo o estudante. Bons professores, bom ensino e um ambiente onde a educação é tratada com seriedade. Infelizmente estes ambientes são poucos e altamente concorridos. Se você tem a felicidade de estar em um, aproveite ao máximo. O aprendizado e o sacrifício certamente será muito bem recompensado.

Há ainda um outro caminho que é aquele da certificação, muito usado dentro da área de tecnologia. Pega-se dezenas de livros ou CBT’s e durante alguns dias decora tudo o que a cabeça puder. Depois disso, faz-se um exame numa sala que mais parece um templo de tortura medieval e recebe na hora o veredicto. Se decorou direitinho, imprime o certificado. Se não, volta para casa, decora mais e volta para a sala de tortura alguns dias depois.

Tal como as faculdades, existem certificações que são verdadeiras pedreiras a se enfrentar e onde o decoreba não entra. Ou o candidato sabe realmente ou não sabe. Estas são na maioria das vezes as que valem ouro e que aumentam muito o número de zeros em um salário.

Nossa, mas cada cenário de filme de terror!

Pois é meu amigo, esta é a dura realidade. Alguns podem achar que desdenho todos as formas de obtenção de conhecimento. Não é verdade. Indico-as desde que sejam TODAS mescladas. Não acredito naquele profissional que mostra uma assinatura de e-mail com oito linhas e doze títulos. Para mim ele só estudou e nada conhece do mundo real, tornando-se um verdadeiro acadêmico (e normalmente um chato). Da mesma forma, aquele que possui 35 certificações é um especialista no “decoreba”. Como disse, decora-se e não aprende-se. E finalmente aquele que só possui o dia-a-dia, ou está correndo atrás de dinheiro ou não sabe o que quer.O melhor a fazer é trilhar um caminho onde todas estas formas se cruzam em determinado momento. Se você hoje está fazendo uma faculdade, termine-a, vá para o mercado de trabalho e sinta o dia-a-dia obtendo experiência e depois tire uma certificação em algo que possa enriquecer sua carreira. Se a faculdade está difícil hoje e você já trabalha na área mas com um salário parco, invista um pouco de tempo e grana numa certificação consistentemente (sem decoreba) na área que deseja atuar, galgue alguns degraus em seu emprego (ou em outro que conseguiu depois da obtenção da certificação) e use o “bônus” recebido para começar ou terminar a faculdade. E se você está no mercado há tempos, corra atrás do canudo mesmo que seja só para constar. Ele nunca é só para constar. Os três caminhos se trilhados irão levá-lo à garantia que deseja.

Sendo craque

“eu preciso de um norte, por favor me ajude!”O norte é certamente a educação e isso está mais que provado à nós pelos países do chamado primeiro mundo onde acima de qualquer coisa, a educação do cidadão é tratada realmente a sério. Muitos poderão dizer que “é difícil”, “é caro”, “é duro”. Sim, tudo isso é verdade mas existem formas e formas para obter o conhecimento.

Para aqueles que gostam de programação e por este caminho se enveredam, já disse e repito: ver o código de outros e aprender com eles é uma lição que poucas faculdades ou cursos podem oferecer. Aproveite-se principalmente do movimento de software livre mundial e obtenha códigos de programas na Internet para estudar. Softwares de todos os tipos e escritos em todas as linguagens possíveis e imagináveis estão disponíveis sob licenciamento livre que permite seu estudo, modificação, alteração e re-distribuição, tornando-se assim uma verdadeira escola para o compartilhamento do conhecimento.

Para aqueles que amam redes, sistemas e outras áreas da tecnologia, o comentário anterior também é válido. Documentos, especificações, livros, tutoriais e how-to’s são encontrados aos milhares na Internet também sob licenciamento livre. Obtenha-os e estude-os. Este é o primeiro passo.

Não esqueça de mesclar em sua carreira o conhecimento obtido de forma livre na grande rede com aquele existente em cursos, CBT’s, certificações e em faculdades. Eles se completam e farão de você um profissional bem sucedido na área que desejar.

Finalmente, lembre-se que até mesmo Ronaldinho possui seus altos e baixos e que isso também acontecerá com você. Entenda como uma fase a ser transposta e siga em frente. O caminho é longo mas no final dele certamente estaremos diante de um craque da tecnologia.

Paulino Michelazzo é desenvolvedor web desde 95 e escreve com regularidade para vários canais na Internet e revistas nacionais e internacionais. Atualmente é Systems Developing Specialist na missão da ONU – Organização das Nações Unidas no Timor-Leste.

Fonte: iMasters








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